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Polícia Federal investiga ex-ministro Paulo Guedes por suspeita de crimes financeiros

A Polícia Federal abriu uma investigação contra o ex-ministro da Economia Paulo Guedes por suspeita de envolvimento em crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. O empresário Fábio Lino de Almeida, dono da empresa OnilX, também figura como alvo da apuração que tramita sob sigilo na Justiça Federal (fonte original).

As suspeitas surgiram em meio a questionamentos sobre a atuação da OnilX no mercado de ativos digitais e criptomoedas. Investidores relataram dificuldades para recuperar recursos aplicados em produtos oferecidos pelo grupo empresarial.

A atuação e os vínculos com a empresa investigada

A investigação aponta que a ligação entre o ex-ministro e a OnilX envolvia serviços de consultoria, participação em reuniões estratégicas e encontros com potenciais investidores. A empresa utilizou a imagem do economista em materiais de divulgação para atrair o público.

Em uma das publicações corporativas, o ex-integrante do governo aparece ao lado de executivos em um evento apresentado como estratégico. A defesa e os detalhes específicos da consultoria prestada passam por análise detalhada dos investigadores responsáveis pelo caso.

Processos judiciais e contestações de investidores

Clientes insatisfeitos recorreram à Justiça para reaver valores aplicados em criptoativos e stablecoins após não conseguirem concluir o resgate dos recursos. Algumas ações mencionam reuniões presenciais com a participação direta do ex-ministro na sede da empresa.

As dezenas de ações protocoladas por clientes trazem relatos de problemas financeiros e acusações sobre a modalidade de investimento. A empresa nega todas as irregularidades e sustenta que atua dentro das normas legais do mercado de ativos virtuais.

Ações de órgãos fiscalizadores do mercado

A Comissão de Valores Mobiliários determinou a suspensão de ofertas públicas de serviços de intermediação ligadas ao grupo. A autarquia esclareceu que a restrição atinge propostas com promessa de rendimento, mantendo ressalvas para a negociação simples de criptoativos sem contrato de investimento.

O avanço das diligências policiais e o sigilo decretado mantêm restrições sobre o teor completo das medidas adotadas. A representação legal dos investigados acompanha o andamento do inquérito nas instâncias competentes.

Fonte: dm.com.br

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