Aparecida de Goiânia

Inteligência artificial da Meta gera material de campanha de forma desigual no Brasil

A inteligência artificial da Meta, integrada ao WhatsApp, tem sido alvo de questionamentos após evidências de tratamento desigual na geração de materiais de campanha eleitoral. Testes realizados por diversos veículos de imprensa confirmaram que a ferramenta bloqueia solicitações envolvendo o nome do presidente Lula, enquanto autoriza a criação de peças gráficas com referências ao senador Flávio Bolsonaro.

Discrepância algorítmica na criação de peças políticas

Ao receber comandos para gerar imagens contendo o nome e o número de urna “Lula 13”, a IA da Meta bloqueia a solicitação, alegando restrições de segurança. Em contrapartida, pedidos idênticos utilizando “Flávio 22” resultam na produção de artes com bandeiras, slogans e números de campanha. A própria ferramenta, ao ser questionada sobre a diferença, admitiu que o sistema automático de segurança agiu de forma distinta nos dois casos.

Posicionamento da Meta e restrições geográficas

Em nota oficial, a Meta afirmou que proibiu temporariamente a recomendação de candidatos e a geração de imagens de figuras políticas em conformidade com as regras eleitorais brasileiras. A empresa assegurou ter implementado medidas adicionais para impedir que comandos contendo nomes e números de urna produzam resultados visuais. Contudo, relatos indicam que o bloqueio é inconsistente, variando conforme a localização geográfica do usuário.

Ações no Tribunal Superior Eleitoral

A campanha do presidente Lula formalizou uma petição ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), denunciando o que classifica como “seletividade algorítmica”. O documento solicita a suspensão do uso da ferramenta para fins eleitorais, sob pena de multa diária de R$ 500 mil. O ministro Marco Aurélio Bellizze, relator do caso, determinou que a empresa preste esclarecimentos no prazo de 48 horas.

Regulação e imparcialidade das plataformas

O cenário reacende o debate sobre a aplicação da Resolução nº 23.755/2026 do TSE, que veda explicitamente o favorecimento ou desfavorecimento político-eleitoral por sistemas de inteligência artificial. A norma proíbe que plataformas digitais priorizem ou sugiram candidatos de forma automatizada. Para mais detalhes sobre o panorama político, acompanhe as atualizações em tribunadoplanalto.com.br.

Fonte: tribunadoplanalto.com.br

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