POLÍCIA

Influenciadores e entidades reagem à proibição das bets no Brasil

Uma onda de manifestações tomou as redes sociais nos dias 25 e 26 de setembro de 2026, protagonizada por influenciadores digitais e entidades do setor de apostas. O movimento surge como uma resposta direta à medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estabelece o banimento da exploração, oferta e publicidade de bets em todo o território nacional. A norma impõe o encerramento imediato de novos depósitos e determina a interrupção das atividades de sites e aplicativos a partir de 6 de outubro.

Mobilização digital e o impacto nas redes sociais

Figuras com grande alcance nas plataformas digitais, como JoJo Todynho, Jon Vlogs e Davi Brito, encabeçaram a mobilização. Somados, os perfis atingem milhões de seguidores, conferindo visibilidade massiva ao protesto. O influenciador Jon Vlogs, que possui histórico de parcerias com o setor e é criador da própria plataforma, a Jonbet, foi um dos nomes de destaque na campanha. Em uma medida de contenção, os criadores de conteúdo optaram por desabilitar os comentários em suas publicações.

O movimento também ganhou contornos de incerteza profissional. O influenciador alagoano Rico Melquiades, que já prestou depoimento à CPI das Bets do Senado, anunciou sua mudança para Portugal a partir de outubro. Embora o criador não tenha vinculado diretamente sua saída do país à nova legislação, o anúncio coincidiu com o período de intensas discussões sobre o futuro do mercado de apostas no Brasil.

Argumentos do setor contra o banimento

Sob a hashtag #NósApostamosNoBrasil, a campanha defende que a proibição das plataformas não extinguirá a demanda por jogos de azar, mas poderá empurrar os apostadores para ambientes clandestinos e desregulados. O manifesto sustenta que a estratégia de controle deveria focar em fiscalização rigorosa e proteção aos usuários, em vez do encerramento das operações.

A mensagem central compartilhada pelos influenciadores reforça a ideia de que “regular é controlar, fiscalizar e proteger”, enquanto a proibição seria vista como uma perda de controle estatal sobre a atividade. O setor argumenta que a medida pode resultar em impactos econômicos negativos, incluindo a perda de arrecadação tributária e o aumento do desemprego entre profissionais ligados à indústria.

Entidades do setor e a busca por alternativas

A articulação conta com o apoio de nove entidades representativas, como a ANJL (Associação Nacional de Jogos e Loterias), o IBJR (Instituto Brasileiro de Jogo Responsável) e o Sindibets-SP. Estas organizações propõem, como alternativa ao banimento, a implementação de regras mais rígidas para a publicidade e mecanismos robustos de proteção a pessoas vulneráveis.

Além do manifesto geral, um segundo documento intitulado “Proibir não é proteger” foi divulgado pela ANJL e pelo IBJR, contando com o suporte de operadoras licenciadas. O setor busca, por meio dessas ações, abrir um canal de diálogo que contorne a proibição total, focando na manutenção de um mercado regulado e transparente. Para mais detalhes sobre o cenário regulatório, consulte o Poder360.

Fonte: poder360.com.br

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