Idoso denuncia MPGO após soltura de suspeito que invadiu sua residência em Formosa
A insegurança tomou conta da rotina de Hélio José de Carvalho, de 74 anos, morador de Formosa. Após retornar de uma viagem, o idoso encontrou sua residência ocupada por um homem que, segundo relatos, instalou-se no local com a família sem qualquer autorização. A tentativa de resolver o impasse de forma pacífica, oferecendo o pagamento de uma kitnet para a desocupação, foi rejeitada pelo invasor.
A situação escalou para uma ameaça direta à integridade física do proprietário. Após a intervenção policial que retirou o invasor do imóvel, o suspeito teria atacado Hélio com uma pedrada enquanto a vítima saía para abastecer seu veículo. O idoso relatou que apenas uma manobra evasiva evitou um desfecho trágico. Por medo de novas represálias, Hélio chegou a pernoitar em seu carro, estacionado em um posto de combustíveis, temendo pela própria vida.
Conflito jurídico e a atuação do MPGO
O caso ganhou contornos de controvérsia jurídica após a manifestação do Ministério Público de Goiás (MPGO). Segundo o delegado José Sena, o órgão ministerial posicionou-se pela soltura do suspeito logo após a prisão em flagrante. A justificativa técnica apresentada teria sido de que o arremesso de pedra contra o veículo da vítima configuraria dano patrimonial, e não uma tentativa de agressão física.
A decisão gerou indignação e motivou uma reação formal por parte da defesa do idoso. Com o suporte do delegado responsável, Hélio está formalizando uma representação junto ao Conselho Nacional do Ministério Público. O objetivo é questionar a postura do órgão, que, segundo a polícia, ignorou o histórico do suspeito — apontado como alguém com diversas passagens criminais — e as evidências apresentadas pelas autoridades locais.
Medo e busca por proteção institucional
Apesar de uma nova desocupação ter sido realizada pela polícia, permitindo o retorno de Hélio ao imóvel, o sentimento de vulnerabilidade persiste. O idoso, que conta com o apoio de familiares residentes na Bahia, questiona a eficácia das medidas protetivas diante da gravidade do ocorrido. Ele enfatiza que a percepção de impunidade diante de um ato que poderia ter resultado em morte é o que mais lhe causa aflição.
O Ministério Público de Goiás foi procurado para comentar o caso e os critérios adotados na manifestação pela soltura, mas não respondeu aos questionamentos até o fechamento desta edição. O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades policiais de Formosa, enquanto a vítima aguarda por uma resposta mais contundente das instâncias superiores de fiscalização. Para mais informações sobre o cenário político e social da região, acompanhe as atualizações em Jornal Opção.
Fonte: jornalopcao.com.br