Economia

Governo registra superávit de R$ 4,8 bilhões nas contas públicas

O Governo Central, que engloba o Tesouro Nacional, a Previdência Social e o Banco Central, encerrou o mês com um superávit primário expressivo. Os dados oficiais foram divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional, mostrando uma melhora significativa em relação ao mesmo período anterior, quando houve registro negativo.

Impacto de petróleo e impostos no superávit

O resultado positivo foi impulsionado de maneira determinante por fatores como a arrecadação de petróleo, o Imposto de Renda e entradas extraordinárias. Entre os destaques, a exploração de recursos naturais apresentou alta expressiva, beneficiada pela cotação internacional do óleo e pelo avanço na produção e comercialização coordenadas pela Pré-Sal Petróleo.

Paralelamente, a arrecadação tributária corporativa registrou expansão real expressiva. A taxação sobre o lucro das pessoas jurídicas e o imposto incidente sobre a exportação de óleo bruto também colaboraram para o fortalecimento das receitas federais no período avaliado.

Evolução das despesas e precatórios

Do lado dos gastos públicos, houve avanço em rubricas específicas, a exemplo dos créditos extraordinários voltados a mitigar impactos econômicos internacionais. Despesas com subvenções ao setor de combustíveis e o pagamento de benefícios previdenciários, influenciados pelo crescimento de beneficiários e pela política de valorização salarial, também pressionaram o orçamento.

Em contrapartida, a retração nos investimentos e custeios discricionários ajudou a equilibrar o balanço fiscal. Com o desempenho favorável do mês, o déficit acumulado ao longo do ano apresentou redução na comparação com o ciclo anterior.

Fonte: cartacapital.com.br

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