Augusto Cury propõe economistas no Itamaraty e cita Guedes e Fraga para ministérios
O candidato à Presidência da República pelo Avante, Augusto Cury, anunciou nesta sexta-feira (2.out.2026) uma mudança estrutural em sua eventual gestão: a nomeação de economistas para o comando do Ministério das Relações Exteriores. A proposta rompe com a tradição de designar diplomatas de carreira para a pasta, buscando uma abordagem técnica e voltada para a articulação econômica internacional.
Proposta de gestão e inspiração americana
Inspirado pelo modelo de governo dos Estados Unidos, Cury defende a transformação do cargo de ministro das Relações Exteriores em uma função com status de secretário de Estado. O candidato argumenta que essa alteração conferiria maior peso político e contratual à pasta, permitindo uma atuação mais incisiva na política externa brasileira.
Para ilustrar sua visão, o postulante citou a trajetória de Henry Kissinger, que ocupou o cargo de secretário de Estado norte-americano entre 1973 e 1977. Segundo Cury, a intenção é replicar a capacidade de articulação estratégica que marcou a diplomacia dos EUA durante o período da Guerra Fria e a abertura das relações com a China.
Nomes cotados para a equipe econômica
Durante o anúncio, realizado em Brasília, Cury mencionou nomes de economistas renomados como possíveis integrantes de seu governo. O candidato citou o ex-ministro Paulo Guedes e o economista Armínio Fraga como perfis que poderiam assumir tanto o Itamaraty quanto o comando da economia nacional.
O candidato enfatizou que a escolha de nomes de destaque em suas respectivas áreas é uma prioridade. Ele criticou gestões anteriores, afirmando que o país não teria selecionado os melhores profissionais disponíveis para dirigir os ministérios, o que, em sua visão, prejudicou o desenvolvimento nacional.
Críticas ao debate eleitoral e ao voto útil
O ato em frente ao prédio do STF também serviu como palco para Cury protestar contra a TV Globo. O candidato, que não foi convidado para o debate realizado pela emissora na véspera (1º.out.2026), afirmou sentir-se silenciado. O episódio, segundo ele, motivou sua ida à capital federal, mesmo em uma data pessoal significativa.
Cury aproveitou a oportunidade para condenar a estratégia do voto útil, defendida por adversários políticos para o primeiro turno das eleições, marcado para o dia 4 de outubro. Para o candidato, a prática limita a liberdade de escolha do eleitor e asfixia o direito democrático de decisão nas urnas. Para mais informações sobre o cenário eleitoral, consulte o portal Poder360.
Fonte: poder360.com.br