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Dono da página Choquei é transferido para presídio em Aparecida de Goiânia

O criador da página Choquei, Raphael Sousa Oliveira, foi transferido na tarde de sexta-feira (17) para o Casa de Prisão Provisória (CPP) em Aparecida de Goiânia (GO). A mudança ocorreu após a Justiça decidir manter a prisão preventiva do influenciador, detido no âmbito da Operação Narco Fluxo.

Raphael havia sido preso na quarta-feira (15) e, até então, permanecia na sede da Polícia Federal em Goiânia. A defesa chegou a pedir a revogação da prisão, mas o pedido foi negado. Na decisão, o magistrado responsável considerou necessário aguardar o avanço das investigações para evitar prejuízos ao processo.

De acordo com a Polícia Federal, o investigado atuaria como “operador de mídia” de um grupo suspeito de lavagem de dinheiro e estelionato digital. As apurações indicam que ele utilizava sua plataforma para divulgar conteúdos favoráveis à organização, promover rifas e apostas online, além de atuar na gestão de crises de imagem.

A investigação também aponta que o esquema pode ter movimentado cerca de R$ 1,6 bilhão. Entre os possíveis beneficiários estaria o funkeiro MC Ryan SP. Segundo a PF, Raphael teria recebido aproximadamente R$ 370 mil por serviços de publicidade ligados ao artista, em transações realizadas entre 2024 e 2025.

Além dele, outros influenciadores e produtores de conteúdo foram presos durante a operação, que ocorreu simultaneamente em nove estados e segue em andamento.

Pedido de habeas corpus

A defesa de Raphael Sousa Oliveira informou que ingressou com habeas corpus com pedido liminar no Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), em regime de plantão, solicitando a revisão imediata da prisão. No recurso, os advogados pedem a expedição de alvará de soltura ou contramandado de prisão.

Segundo a defesa, a manutenção da custódia seria “tecnicamente injustificável”, uma vez que já foram realizadas buscas, apreensões e o interrogatório do investigado. Os advogados também alegam ausência de fundamentação individualizada na decisão judicial.

A defesa sustenta ainda que a atividade de publicidade para personalidades não configura crime e afirma que seguirá adotando todas as medidas legais para reverter a prisão, enquanto aguarda a análise do pedido pelo TRF3.

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