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Daniel Sikkema pega prisão perpétua nos Estados Unidos por morte de Brent Sikkema

A Justiça dos Estados Unidos condenou Daniel Sikkema à prisão perpétua após considerá-lo culpado por planejar e financiar o assassinato do ex-marido, o galerista americano Brent Sikkema. O crime ocorreu em janeiro de 2024 dentro da residência da vítima, localizada no bairro Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

A sentença foi anunciada pelo Tribunal Federal do Distrito Sul de Nova York. A investigação apurou que o homicídio foi motivado por desentendimentos relacionados ao processo de separação do casal, resultando em um esquema internacional que envolveu transferências financeiras e a contratação de um executor.

Planejamento do crime e transferências financeiras

As tratativas para a execução começaram em 2023. De acordo com a Procuradoria americana, Daniel Sikkema realizou 11 pagamentos destinados ao executor, o cubano Alejandro Triana Prevez, e a uma pessoa com quem ele mantinha um relacionamento em Cuba. Para ocultar os repasses, o mandante utilizou nomes de amigos, familiares e funcionários sem o consentimento deles.

No dia 14 de janeiro de 2024, Brent Sikkema foi encontrado morto com 18 perfurações causadas por faca. Os registros apresentados pela promotoria indicam que Alejandro manteve contatos telefônicos com Daniel logo após cometer o crime, recebendo posteriormente uma transferência de US$ 5 mil e a promessa de novos valores.

Prisão do executor e andamento das investigações no Brasil

Quatro dias após o homicídio, a Polícia Civil brasileira localizou e prendeu Alejandro Triana Prevez. Em depoimento prestado na época, o suspeito afirmou ter recebido US$ 9 mil para executar o galerista americano. O processo criminal contra o cubano permanece em andamento no Brasil.

A resolução do caso contou com forte cooperação internacional. Participaram das apurações o Federal Bureau of Investigation, a Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público Federal brasileiro, unindo esforços para esclarecer a dinâmica do assassinato e responsabilizar os envolvidos.

Contradições na defesa e repercussão da sentença

Durante o julgamento em Nova York, os advogados de Daniel sustentaram que os valores enviados a Alejandro correspondiam a serviços prestados pelo cubano, e não ao pagamento pela morte do galerista. Contudo, a argumentação não convenceu os jurados, que o condenaram por homicídio por encomenda e acusações de conspiração.

Aos 75 anos, Brent Sikkema era uma figura de grande relevância no mercado internacional de artes. Ele fundou a galeria Sikkema Jenkins, em Nova York, representando artistas de destaque mundial, como o brasileiro Vik Muniz e a americana Kara Walker, mantendo vínculos frequentes com o Brasil.

Fonte: jornalopcao.com.br

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