Correios encerram greve nacional após 15 dias de paralisação

Após 15 dias de mobilização nacional, os trabalhadores dos Correios decidiram pelo encerramento da greve. A paralisação, que teve início em 10 de setembro, chegou ao fim após a realização de assembleias da categoria na quinta-feira (24.set.2026), marcando o retorno gradual das atividades operacionais em todo o país.
O movimento foi encerrado em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), que mediou o conflito trabalhista. A corte determinou que o retorno ao trabalho ocorresse imediatamente na noite de quinta-feira, visando normalizar a prestação de serviços postais à população.
Determinações do TST e reajuste salarial
Em sua decisão, o tribunal classificou a greve como não abusiva, garantindo que os dias parados sejam objeto de compensação, sem prejuízo aos trabalhadores. A sentença normativa proferida pela corte estabeleceu um reajuste de 4,09% nos salários da categoria.
Além do ganho salarial, a decisão judicial assegurou a manutenção de 73 cláusulas do acordo coletivo vigente. Durante o período de paralisação, o TST já havia imposto a obrigatoriedade de manter 80% do efetivo em atividade para evitar a interrupção total dos serviços essenciais.
Assembleias e desmobilização da categoria
A decisão de encerrar o movimento foi ratificada em assembleias regionais. Em São Paulo, o Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e Similares de São Paulo, Grande São Paulo e Zona Postal de Sorocaba (Sintect-SP) formalizou a aceitação dos termos.
O vice-presidente do Sintect-SP, Rogério Bueno, destacou a importância da mobilização. Em comunicado, o dirigente agradeceu o engajamento dos funcionários desde o primeiro dia de greve e ressaltou que a categoria manterá a organização para fiscalizar o cumprimento integral das determinações judiciais estabelecidas pelo TST.