Cleitinho nega aliança com Alcolumbre após críticas sobre vídeo da escala 6×1
O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo, utilizou suas redes sociais para esclarecer a repercussão negativa de um vídeo gravado ao lado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A publicação, que gerou questionamentos entre seus apoiadores, foi alvo de críticas por uma suposta aproximação política entre os dois congressistas.
Em resposta direta aos comentários, Cleitinho enfatizou que a gravação teve um propósito estritamente institucional. O parlamentar negou qualquer intenção de elogiar ou declarar apoio à gestão de Alcolumbre, reiterando que sua postura política permanece inalterada em relação ao presidente da Casa.
Articulação pela votação da escala 6×1
O foco central do encontro entre os políticos foi a tramitação da proposta que visa o fim da escala de trabalho 6×1. Cleitinho afirmou que buscou o presidente do Senado especificamente para solicitar que a matéria fosse incluída na pauta de votações do plenário, prevista para ocorrer no dia 14 de outubro.
Para sustentar sua posição, o governador eleito relembrou seu histórico de oposição à candidatura de Alcolumbre à presidência do Senado. Segundo o parlamentar, ele realizou campanha ativa contra a eleição do senador, reforçando que o diálogo recente não representa uma mudança de lado ideológico ou político.
Divergências estratégicas com Flávio Bolsonaro
A defesa da PEC 221 de 2019, que propõe a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais com dois dias de descanso, coloca Cleitinho em rota de colisão com outros aliados. O senador defende a medida, enquanto Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência que conta com o apoio de Cleitinho no segundo turno, posiciona-se de forma contrária ao texto.
O parlamentar mineiro chegou a comparar a divergência de opiniões com o aliado a um casamento, onde o respeito mútuo não impede discordâncias pontuais. Cleitinho reafirmou que mantém seu apoio a Flávio Bolsonaro na disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas pretende utilizar seu tempo restante no Senado para priorizar a votação da proposta trabalhista antes de assumir o governo estadual.
Fonte: poder360.com.br