Política

Caiado afirma que Milei fez escândalo e cobra diplomacia de Lula: “Não se governa na esculhambação”

Candidato à Presidência da República pelo PSD, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado avaliou que o presidente da Argentina, Javier Milei, fez um “escândalo” em discurso na convenção partidária de Flávio Bolsonaro (PL), que também é candidato ao Planalto, no sábado (26). O goiano também fez criticar ao governo Lula (PT) e defendeu que “não se governa na esculhambação”.

Caiado voltou a afirmar que, se for eleito, pretende “resgatar” a liturgia da Presidência. “Não se pode ridicularizar conversas, baixando o patamar da discussão. Não pode dizer: ‘Ah, a dentadura dele é melhor do que a do [Donald] Trump’, ao se referir a recentes declarações de Lula.  Aí o outro [Javier Milei] vem aqui, faz escândalo lá e, de repente, se acha no direito de xingar presidente, xingar ministro. O outro, [governo Trump] se acha no direito de vir aqui saber como vai auditar [as eleições]. Calma lá. Devagar com o andor que o santo é de barro”, completou o ex-governador de Goiás. As declarações ocorreram nesta terça-feira (28/7), durante sabatina do Correio Braziliense.

Acontece que no sábado (25), durante a convenção partidária que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, Javier Milei usou palavras de baixo calão para se referir a Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente argentino chamou o ministro de “lixo careca” por não ter autorizado que ele visitasse o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso por tentativa de golpe de Estado.

Na mesma semana, o jornal The Washington Post revelou que houve uma tentativa americana de enviar funcionários do Departamento de Estado dos EUA ao Brasil para lançar dúvidas sobre a integridade e a transparência do processo eleitoral brasileiro. O Itamaraty negou o visto dos auxiliares da Casa Branca.

Os dois episódios tensionaram as relações diplomáticas entre os dois países. Os americanos negaram qualquer intenção de influenciar a eleição brasileira. No caso argentino, a situação resultou na convocação do embaixador para prestar esclarecimentos e na subida de tom de integrantes do alto escalão do governo Lula. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, chamou Milei de “palhaço”.

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