Justiça argentina manda preservar imagens da passagem de Flávio Bolsonaro pelo país
A Justiça Federal da Argentina determinou que órgãos ligados à gestão do presidente Javier Milei guardem os registros de câmeras de segurança que capturaram a passagem do senador Flávio Bolsonaro pelo território argentino. O deslocamento aconteceu antes de o parlamentar seguir viagem rumo aos Estados Unidos, conforme veiculado pela imprensa internacional.
A ordem oficial partiu da magistrada federal María Eugenia Capuchetti, respondendo a uma demanda formalizada pela procuradora Paloma Ochoa. O objetivo principal da medida é angariar elementos probatórios para averiguar se houve suporte irregular por parte de autoridades argentinas na saída do político brasileiro, que enfrentava restrições legais para cruzar fronteiras.
Medidas e órgãos acionados pela Justiça
A determinação judicial foi direcionada formalmente a importantes entidades de segurança e controle do país vizinho. Entre as instituições notificadas constam a Direção Nacional de Migrações, a Agência de Arrecadação e Controle Aduaneiro, a Polícia de Segurança Aeroportuária e a Gendarmaria Nacional.
Os arquivos solicitados englobam as gravações captadas na Ponte Internacional Tancredo Neves, situada na linha divisória com o Brasil, além dos terminais do aeroporto localizado em Puerto Iguazú. O despacho judicial exige unicamente a guarda e proteção dos arquivos digitais, sem requisitar o envio imediato para análise no tribunal.
Detalhes do trajeto e denúncias apresentadas
Conforme os apontamentos da apuração jornalística, o senador ingressou em solo argentino acompanhado de sua esposa e de suas duas filhas durante a noite. Pouco tempo depois, o grupo embarcou em um jato executivo operado pela empresa Baires Fly, tendo como rota inicial o Equador e, em seguida, território norte-americano.
As investigações preliminares tiveram início após representações apresentadas por figuras políticas locais, a exemplo do legislador Gabriel Solano e do deputado Esteban Paulón. Os requerentes cobram esclarecimentos sobre o envolvimento de nomes do alto escalão do governo estrangeiro no episódio.
Contexto político e restrições judiciais
A viagem internacional ocorreu logo após a disputa eleitoral que definiu a presidência brasileira, na qual o parlamentar foi superado pelo atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A movimentação ocorreu em descumprimento a uma ordem expressa expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que determinava a retenção dos documentos de viagem e a proibição de deixar o país.
Diante do material reunido, as instâncias judiciais argentinas avaliam os próximos passos para decidir sobre a abertura formal de um inquérito criminal destinado a apurar todas as responsabilidades envolvidas no caso.
Fonte: poder360.com.br