Política

Ibovespa fecha em baixa e dólar cai com cautela do mercado sobre política fiscal após reeleição de Lula

O mercado financeiro brasileiro operou com instabilidade nesta 3ª feira (27.oct.2026), refletindo os desdobramentos da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O dólar comercial fechou em queda de 0,97%, cotado a R$ 5,350, enquanto o Ibovespa recuou 0,51%, encerrando aos 175.710,05 pontos na B3.

A movimentação ocorre logo após o tombo histórico registrado na véspera, quando a Bolsa brasileira despencou 13,88% e as empresas listadas perderam R$ 734 bilhões em valor de mercado. Investidores permanecem atentos aos rumos da política econômica e à sustentabilidade das contas públicas do país.

Cautela e o radar fiscal

A situação fiscal do país continua sendo o principal foco de apreensão entre os agentes econômicos. Segundo Marcos Bassani, estrategista de investimentos e sócio-fundador da Boa Brasil Capital, o mercado ainda absorve as perdas recentes e aguarda sinais claros sobre a condução econômica.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou nesta 3ª feira (27.oct) que a equipe econômica prepara textos para buscar o centro da meta fiscal. Analistas apontam que o compromisso efetivo com o equilíbrio orçamentário é determinante para restabelecer a confiança dos investidores.

Comportamento dos juros e da moeda

Os contratos de juros futuros registraram baixa após a forte pressão compradora da véspera. Para Bassani, o recuo é pontual e não elimina o cenário de taxas elevadas, que também sofrem influência das operações de recompra de títulos públicos realizadas pelo Tesouro Nacional.

No câmbio, o dólar devolveu parte dos ganhos acumulados após disparar 8,36% na 2ª feira (26.oct), quando fechou cotado a R$ 5,4066. O movimento atual de baixa é associado principalmente à realização de lucros por parte de investidores que negociaram ativos durante a alta expressiva.

Influência do cenário externo

Enquanto o mercado doméstico digere a conjuntura política e fiscal, as Bolsas norte-americanas avançaram impulsionadas pelos resultados financeiros de grandes corporações de tecnologia. No cenário brasileiro, a atenção do mercado permanece voltada para os próximos passos do governo e as diretrizes fiscais dos próximos meses.

Fonte: poder360.com.br

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