Política

Ibovespa despenca 16,26% e Bolsa registra pior pregão desde 1998 com reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva

O Ibovespa registrou a maior queda diária desde 1998 nesta segunda-feira (26.out.2026), logo no início da sessão. A Bolsa brasileira chegou a recuar 16,26% após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no domingo (25.out.2026), que garantiu seu 4º mandato na história política do país. Por volta das 13h27, o principal índice acionário ainda operava em forte baixa de 15,71%.

Antes deste pregão, o recorde negativo pertencia a 10 de setembro de 1998, quando o mercado despencou 15,83% devido a problemas financeiros na Rússia e à intensa fuga de capital de mercados emergentes. Os dados históricos foram consolidados por um levantamento da Elos Ayta, considerando todas as oscilações registradas desde a implantação do Plano Real.

Crises internacionais moldam o histórico da Bolsa

De acordo com o estudo da Elos Ayta, fatores do cenário externo foram os principais catalisadores em 9 das 10 maiores baixas diárias do Ibovespa observadas antes de outubro de 2026. A instabilidade global demonstra a alta sensibilidade do mercado financeiro brasileiro a choques externos e crises de liquidez internacional ao longo das últimas décadas.

O segundo maior tombo da série cronológica ocorreu em 27 de outubro de 1997, quando os papéis caíram 14,98% em meio à forte turbulência financeira na Ásia. Aquele período também acumulou perdas expressivas adicionais, como o recuo de 10,20% em 12 de novembro daquele mesmo ano, consolidando um ciclo de forte aversão ao risco.

O impacto severo da pandemia de covid-19

O mês de março de 2020 concentra sozinho 4 das 10 maiores quedas da história da Bolsa, todas concentradas em um intervalo de apenas 8 pregões. O avanço acelerado da pandemia de covid-19, as restrições rígidas à circulação de pessoas e o temor generalizado de uma recessão global provocaram pânico generalizado.

Nesse período caótico, o Ibovespa despencou 14,78% em 12 de março, 13,92% em 16 de março, 12,17% em 9 de março e 10,35% em 18 de março. A situação foi agravada por uma severa guerra de preços do petróleo travada entre a Arábia Saudita e a Rússia.

Fatores locais e o peso da política interna

Entre as maiores quedas históricas analisadas pela consultoria antes de 2026, apenas um episódio esteve diretamente ligado a um fator político doméstico. Em 5 de setembro de 1994, o Ibovespa recuou 10,50% após a repercussão negativa de declarações do então ministro da Fazenda, Rubens Ricupero, gerando forte incerteza sobre a continuidade do Plano Real.

“Embora acontecimentos políticos nacionais possam provocar oscilações expressivas, os episódios mais extremos de desvalorização da Bolsa brasileira estiveram predominantemente associados a crises internacionais”, pontuou a Elos Ayta em sua análise técnica sobre a volatilidade do mercado acionário.

Fonte: poder360.com.br

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