Meta discute falhas em IA com Nunes Marques após bloqueio de cartazes de Lula
Representantes da Meta, gigante tecnológica responsável por plataformas como Instagram e WhatsApp, reuniram-se na manhã desta quinta-feira, 15, com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques. O encontro teve como pauta central a disparidade no tratamento de conteúdos eleitorais por ferramentas de inteligência artificial, após denúncias de que filtros da empresa estariam bloqueando a criação de cartazes com o nome de Lula e o número 13, enquanto permitiam peças similares para outros candidatos.
Ajustes técnicos e transparência algorítmica
Durante a audiência, a companhia informou aos magistrados que trabalha no aprimoramento de seus filtros de inteligência artificial desde a noite da última terça-feira, 13. A empresa busca corrigir o comportamento desigual identificado por usuários e pela imprensa, que apontou a geração de imagens para figuras como Flávio Bolsonaro e Augusto Cury, enquanto o material referente à campanha petista era vetado.
A Corte Eleitoral reforçou que os critérios para o uso de tecnologias nas eleições estão previstos nas resoluções do TSE. Segundo o tribunal, a Meta detalhou a aplicação dessas normas em um plano de conformidade enviado previamente à instituição, o qual agora passa por uma revisão mais rigorosa diante das falhas operacionais reportadas.
Debates sobre canais de comunicação e responsabilidade
A tensão entre as campanhas políticas também ocupou o centro das discussões. O embate ganhou força após um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro para que o ministro Nunes Marques suspendesse o canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones. O ponto de divergência reside na responsabilidade jurídica sobre o conteúdo disseminado por terceiros em canais de mensagens.
Enquanto a defesa de Lula sustenta que a campanha não pode ser responsabilizada por ações de apoiadores em canais independentes, o lado oposto defende um controle mais estrito. A Meta esclareceu que, embora as mensagens em canais não possuam criptografia de ponta a ponta, os metadados das publicações serão preservados e disponibilizados mediante ordem judicial para subsidiar investigações da Justiça Eleitoral.
Fonte: cartacapital.com.br