POLÍCIA

Prazo para bancos devolverem R$ 1,3 bilhão de apostas encerra nesta quarta-feira

Chega ao fim nesta quarta-feira, dia 14, o período estipulado para que instituições financeiras concluam a devolução de cerca de 1,325 bilhão de reais aos apostadores. O montante refere-se aos saldos que permaneceram retidos em plataformas de apostas online após o encerramento das operações, conforme determinado pela Medida Provisória 1.394/2026, editada pelo governo federal.

O processo de restituição, que teve início na última sexta-feira, dia 9, abrange aproximadamente 26,5 milhões de brasileiros. A medida visa garantir que os usuários recuperem os valores que não foram sacados voluntariamente antes do prazo final, que se encerrou às 23h59 do dia 5, momento em que os sites e aplicativos começaram a ser retirados do ar.

Logística de transferência e cronograma bancário

As empresas de apostas foram obrigadas a encaminhar, até o dia 8, todos os dados referentes aos saldos vinculados aos CPF’s e às contas bancárias utilizadas pelos usuários. A partir dessas informações, as instituições financeiras iniciaram o repasse dos valores seguindo o cronograma oficial estabelecido pelo governo.

A orientação principal para o apostador é monitorar o extrato da conta bancária que foi utilizada para realizar os depósitos nas plataformas. Caso a devolução não seja processada por questões operacionais, os valores remanescentes serão transferidos para a Caixa Econômica Federal a partir desta quarta-feira, cabendo ao banco a intermediação dos pagamentos pendentes.

Análise de saldos e combate a irregularidades

O governo federal, por meio do Ministério da Fazenda, informou que orientações adicionais serão divulgadas pelos canais oficiais. É fundamental que os cidadãos ignorem mensagens suspeitas e busquem informações apenas em fontes governamentais, evitando cair em golpes que prometam a liberação antecipada de valores mediante pagamento de taxas.

Dados oficiais revelam que uma parcela significativa dos recursos está concentrada em contas com valores irrisórios. Cerca de 86,2 milhões de contas possuíam saldos entre 1 e 99 centavos, totalizando 15,5 milhões de reais. A discrepância entre o número de contas e o total de apostadores ocorre devido à prática comum de usuários manterem cadastros ativos em múltiplas plataformas simultaneamente.

Investigação sobre movimentações financeiras

Além da devolução em massa, o governo mantém sob monitoramento saldos elevados que permaneciam nas plataformas. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, cerca de 40 CPF’s estão sob análise detalhada para apurar possíveis irregularidades, incluindo suspeitas de lavagem de dinheiro.

A Medida Provisória 1.394/2026, publicada em 25 de setembro, ainda aguarda apreciação do Congresso Nacional para manter sua vigência legal. Para mais detalhes sobre a regulação do setor, consulte o portal oficial do Ministério da Fazenda.

Fonte: cartacapital.com.br

Botão Voltar ao topo