Administração propõe piso salarial de R$ 8,5 mil e exame de suficiência para a categoria
A chapa única que concorre ao Conselho Federal de Administração (CFA) apresentou uma plataforma de mudanças estruturais para a categoria. Entre as principais bandeiras defendidas pelo candidato Samuel Carneiro estão a instituição de um piso salarial de R$ 8,5 mil, a reestruturação da política de anuidades e a criação de um exame de suficiência profissional, modelo que busca espelhar o sistema de avaliação aplicado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
As propostas visam modernizar a atuação do órgão e ampliar a representatividade da classe. Segundo o candidato, a implementação dessas medidas exige uma articulação política robusta, tanto no Congresso Nacional quanto em esferas estaduais, para que as mudanças ganhem força legal e institucional.
Articulação política para o piso salarial
A criação de um piso salarial de R$ 8,5 mil para administradores é apresentada como um dos pilares para a valorização profissional. Samuel Carneiro destaca que o sucesso dessa iniciativa depende de negociações estratégicas com parlamentares e entidades representativas.
O candidato ressalta que o debate sobre o tema já possui histórico em instâncias legislativas, como a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa de Goiás. A estratégia da chapa é aproximar o conselho das lideranças setoriais para viabilizar as propostas de lei necessárias para a fixação do valor mínimo de remuneração.
Reforma na política de anuidades
Outro ponto central da campanha é a redução da carga tributária sobre os profissionais. A chapa propõe que a anuidade seja fixada entre R$ 300 e R$ 350, acompanhada de um cronograma de descontos para pagamentos à vista, que pode chegar a 30% em janeiro de 2027.
A proposta inclui ainda uma mudança na base de cálculo da contribuição, vinculando-a à remuneração média da categoria. Com reduções projetadas entre 20% e 60%, a medida visa atrair para o registro formal uma parcela significativa de bacharéis que hoje atuam fora do sistema, estimado entre 800 mil e 1,5 milhão de profissionais, ampliando a base de contribuintes do Conselho Federal de Administração.
Exame de suficiência e qualificação profissional
A proposta de instituir o Exame Nacional de Suficiência Profissional em Administração busca elevar o nível de qualificação dos novos bacharéis. O modelo prevê uma transição de três anos, com a obrigatoriedade da avaliação sendo exigida apenas a partir do quarto ano, sem retroagir para profissionais já registrados.
O exame ocorreria semestralmente, com nota de corte de 50% e validade permanente. O objetivo, segundo Carneiro, é garantir que o administrador recém-formado esteja apto a assumir responsabilidades em empresas e organizações, fortalecendo a imagem da profissão no mercado de trabalho.
Fonte: jornalopcao.com.br