Goiânia revitaliza monumentos históricos no Bosque dos Buritis com apoio privado
A Prefeitura de Goiânia entregou, nesta segunda-feira (12/10), a revitalização de dois importantes marcos do patrimônio cultural da capital. O Monumento aos Mortos e Desaparecidos na Luta Contra a Ditadura Militar e o Monumento à Paz Mundial, ambos situados nas imediações do Bosque dos Buritis, no Setor Oeste, passaram por processos de restauração para preservar suas estruturas e significados históricos.
A iniciativa foi viabilizada por meio de uma parceria com a iniciativa privada, permitindo que a recuperação ocorresse sem custos diretos para os cofres públicos. O prefeito Sandro Mabel destacou que a manutenção desses espaços é fundamental para renovar o sentido das obras, que carregam simbolismos profundos sobre momentos cruciais da história local e nacional.
Preservação do patrimônio cultural em Goiânia
O trabalho de restauro foi conduzido pela empresa Ademaldo Construções, que atendeu a um convite da Secretaria Municipal de Cultura. Segundo Ademaldo Carlos Cabral, diretor-presidente da construtora, as peças apresentavam sinais de deterioração causados pela exposição prolongada ao tempo e por ações de terceiros. A intervenção focou na recuperação estrutural, garantindo que as características originais dos monumentos fossem rigorosamente mantidas.
O secretário municipal de Cultura, Uugton Batista, reforçou que a conservação desses símbolos é uma estratégia de salvaguarda da identidade da cidade. Para o gestor, garantir que tais obras permaneçam acessíveis às futuras gerações é uma forma de manter vivos os valores históricos e sociais que elas representam para a sociedade goianiense.
Significado histórico do Monumento à Paz Mundial
Localizado no interior do Bosque dos Buritis, o Monumento à Paz Mundial é uma criação do artista Siron Franco, inaugurada em 20 de setembro de 1988. A obra, com cerca de cinco metros de altura e formato de ampulheta, utiliza concreto e vidro para abrigar porções de terra de diversas nações, simbolizando a fraternidade global.
A concepção da obra está intrinsecamente ligada a um momento de reflexão profunda para a capital, surgindo logo após o acidente com o Césio-137 em 1987. O monumento funciona como um alerta sobre os perigos da energia nuclear e um convite à convivência pacífica entre os povos, consolidando-se como um dos pontos de maior carga reflexiva no município de Goiânia.
Memória política e arquitetura urbana
Em frente ao Bosque dos Buritis encontra-se o Monumento aos Mortos e Desaparecidos na Luta Contra a Ditadura Militar, inaugurado em 27 de agosto de 2004. Projetado pelo arquiteto Marcus Sales Gebrim após um concurso público, o monumento é composto por uma esfera metálica segmentada em 15 partes.
Cada um desses segmentos homenageia os 15 mortos e desaparecidos políticos com vínculos em Goiás. A restauração desta peça garante que a memória política do estado permaneça visível no espaço urbano, servindo como um ponto de referência para o debate sobre direitos humanos e democracia na capital goiana.
Fonte: goiania.go.gov.br