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Padilha nega acusações de propina e classifica relatos de Vorcaro como farsa

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, rebateu neste sábado (10.out.2026) as alegações de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, que o vinculam a um suposto esquema de cobrança de propinas para facilitar investimentos de fundos de pensão. Em declarações à imprensa em Belo Horizonte, o ministro classificou as denúncias como uma “farsa” e um “teatro” montado por adversários políticos.

As acusações, que ganharam repercussão após reportagem da revista Veja, baseiam-se em uma proposta de colaboração premiada apresentada por Vorcaro, a qual foi rejeitada pela Procuradoria Geral da República (PGR). O empresário alega que o grupo de Padilha teria facilitado contatos com dirigentes de fundos como Petros e Postalis, visando a captação de recursos e o pagamento de vantagens indevidas.

Articulação política e o confronto de versões

O ministro da Saúde refutou qualquer envolvimento em irregularidades e atribuiu a origem das suspeitas a uma manobra do senador Flávio Bolsonaro. Segundo Padilha, o objetivo da oposição seria transferir o foco de investigações que pesam sobre o próprio parlamentar e sua relação com o banqueiro. O ministro qualificou o senador como um “mentiroso contumaz”, citando episódios anteriores envolvendo o gabinete do congressista.

Documentos obtidos pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero, aos quais o Poder360 teve acesso, indicam trocas de mensagens e telefonemas entre Vorcaro e intermediários. Apesar do material, a PGR e a Polícia Federal descartaram o conteúdo da delação por falta de provas materiais que sustentassem as alegações de pagamentos ilícitos.

Investigações sobre o financiamento de documentário

Outro ponto central da polêmica envolve a suposta destinação de R$ 30 milhões ao Instituto Lula para o financiamento de um filme sobre o presidente, dirigido por Oliver Stone. Vorcaro afirmou que o pagamento teria sido feito “por fora” como condição para facilitar o credenciamento do Banco Master junto a fundos de pensão. A campanha de Lula e o ex-presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, negaram veementemente qualquer recebimento de valores ou envolvimento na produção.

A PGR esclareceu, por meio de nota, que as negociações para a colaboração de Vorcaro foram conduzidas por seus advogados e que não houve depoimento oral ou interlocução direta com representantes do órgão. A defesa de outros citados no processo, como Augusto Lima, também classificou as informações como uma narrativa falsa baseada em relatos delirantes.

Contexto dos fundos de pensão e o Banco Master

O foco das denúncias recai sobre a inclusão do Banco Master na lista de instituições habilitadas a receber investimentos de fundos de pensão, ocorrida em 29 de abril de 2024. Relatos atribuídos a Vorcaro sugerem que o grupo esperava viabilizar R$ 10 bilhões em aportes, com uma taxa de retorno em propinas de 10%. Até o momento, as autoridades não confirmaram a concretização dessas operações com base nos pagamentos citados pelo empresário.

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