Alckmin defende foco na classe média e no centro para reverter vantagem de Flávio Bolsonaro
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) defendeu, neste sábado (10.out.2026), que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensifique o diálogo com eleitores independentes, o centro político e a classe média. O objetivo central é reverter a vantagem numérica obtida por Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições presidenciais.
A declaração ocorreu durante um evento organizado pelo movimento Judeus pela Democracia, realizado na Casa do Povo, no bairro do Bom Retiro, em São Paulo. O encontro contou com a presença das ex-ministras Simone Tebet e Marina Silva, que reforçaram o apoio à candidatura petista nesta reta final de segundo turno.
Diálogo com o centro e argumentos de campanha
Durante o ato, Geraldo Alckmin enfatizou a necessidade de uma comunicação direta com o eleitorado que ainda não definiu seu voto ou que se identifica com o centro. O vice-presidente destacou que a campanha precisa demonstrar claramente os riscos e prejuízos que, na visão do grupo, a eleição de Flávio Bolsonaro poderia trazer ao país.
Além da pauta democrática, o vice-presidente acenou para a necessidade de um ajuste fiscal que preserve a população mais pobre. A medida busca atrair o eleitorado que mantém críticas à atual política econômica do governo Lula, tentando ampliar a base de apoio para o pleito marcado para 25 de outubro.
Desafios na mobilização e o cenário eleitoral
A estratégia petista enfrenta o desafio de converter votos em um cenário onde Flávio Bolsonaro alcançou 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. A campanha também foca na redução das abstenções, que somaram 33,4 milhões de eleitores no primeiro turno, um contingente considerado decisivo para a virada.
No entanto, a mobilização de quem não votou apresenta complexidades. Dados analisados pelo Poder360 indicam que as maiores taxas de abstenção ocorreram em regiões onde o candidato do PL teve melhor desempenho. Isso sugere que um aumento no comparecimento às urnas não garante, automaticamente, vantagem para o atual presidente.
O papel de Alckmin e Tebet na busca por votos
A presença de Geraldo Alckmin e Simone Tebet na linha de frente da campanha é vista como um trunfo para dialogar com o eleitorado moderado. Historicamente, Alckmin, em sua trajetória pelo PSDB, possuía maior penetração entre a classe média e o centro do que o PT, o que a campanha espera capitalizar agora.
A coordenação da campanha petista aposta que a transição de figuras com perfil de centro para o palanque de Lula possa transmitir segurança aos eleitores indecisos. A disputa segue acirrada, com ambos os lados buscando consolidar apoios em um eleitorado polarizado e atento às propostas econômicas e institucionais.
Fonte: poder360.com.br