Leilão da ANP movimenta R$ 3 bilhões com arremate de 49 blocos de petróleo
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) consolidou um resultado expressivo no 6º ciclo da Oferta Permanente de Concessão. O certame, realizado na quarta-feira (7), resultou na arrecadação de R$ 3 bilhões em bônus de assinatura, referentes à venda de 49 blocos exploratórios distribuídos por diversas bacias sedimentares brasileiras.
Investimentos e expansão na exploração
O impacto econômico imediato do leilão projeta investimentos robustos para o setor energético nacional. Estão previstos aportes da ordem de R$ 4,5 bilhões destinados exclusivamente à fase de exploração, que compreende o período inicial dos contratos firmados pelas empresas vencedoras.
As áreas arrematadas abrangem um espectro geográfico diversificado, incluindo as bacias de Potiguar, Tacutu, Recôncavo, Parnaíba, Tucano Sul, Campos e Ceará. Além dos blocos exploratórios, o leilão contemplou três áreas com acumulações marginais, que geraram um bônus de R$ 1,5 bilhão, refletindo um ágio médio de 442%.
Resultados no polígono do pré-sal
Paralelamente, a ANP conduziu o 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção (OPP), voltado ao pré-sal. Nesta modalidade, sete dos 13 blocos ofertados foram adquiridos, estabelecendo um novo recorde de adesão para este tipo de certame, superando o desempenho do 3º ciclo realizado em 2025.
Com essa movimentação, a área exploratória sob o regime de partilha no Brasil registra um crescimento de 58%. A extensão total alcança agora 39,2 mil km², uma dimensão comparável a cerca de 90% da área territorial do estado do Rio de Janeiro. Segundo dados da Agência Brasil, a formalização dos contratos de concessão está agendada para ocorrer até o dia 26 de fevereiro de 2027.
Fonte: cartacapital.com.br