Daniel Vorcaro nega à Polícia Federal ligação com grupo de intimidação
O fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, prestou depoimento à Polícia Federal na última quarta-feira (30.set.2026), negando qualquer envolvimento em atividades de caráter intimidatório ou violento contra desafetos. Em sua manifestação, o empresário refutou a existência ou sua participação nos grupos identificados nas investigações como “A Turma” ou “Os Meninos”.
Defesa contesta a existência de estrutura criminosa
Em nota oficial, a defesa do ex-banqueiro argumentou que o acesso ao inquérito permitiu verificar que as expressões utilizadas não designam estruturas organizadas ou grupos criminosos específicos. Segundo os advogados, a análise completa do material probatório comprova a ausência de ilicitude nas condutas atribuídas ao empresário, reforçando a tese de que não há prática delituosa vinculada ao seu nome. A íntegra do posicionamento foi disponibilizada pela defesa.
Origem das investigações e monitoramento
A apuração da Polícia Federal teve início após a extração de dados do celular de Daniel Vorcaro. As evidências ganharam corpo com o cruzamento de informações obtidas em dispositivos apreendidos com outros investigados, incluindo o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva. À época da prisão, o ministro André Mendonça, então relator do caso no Supremo Tribunal Federal, descreveu a estrutura como um mecanismo de monitoramento e coação voltado contra concorrentes, ex-funcionários e jornalistas.
Relação com Luiz Phillipi Mourão
Durante o depoimento, Daniel Vorcaro admitiu conhecer Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, mas ressaltou que a relação era estritamente profissional. Conforme a defesa, existia um contrato formal para prestação de serviços de inteligência e segurança digital. Mourão, que chegou a ser detido na Operação Compliance Zero, faleceu por suicídio nas dependências da superintendência da Polícia Federal em Belo Horizonte.
Depoimento de Henrique Vorcaro
Henrique Vorcaro, pai do fundador do Banco Master, também foi ouvido pelas autoridades na mesma data. Ele negou ser o articulador do grupo apontado pela PF e afirmou que manteve apenas relações comerciais com três dos integrantes citados nas investigações. A defesa de Henrique criticou a manutenção da prisão e a morosidade do Judiciário, apontando a ausência de respostas a petições protocoladas junto ao STF.
Pedido de liberdade e perfil do empresário
Os advogados de Daniel Vorcaro reiteraram o pedido de soltura, sustentando que os motivos que fundamentaram a prisão preventiva não subsistem mais. A defesa argumenta que mensagens privadas, interpretadas fora de contexto, não representam risco real a terceiros e que o perfil do empresário é pacífico, não havendo consequências práticas que justifiquem a continuidade da detenção.
Fonte: poder360.com.br