Agrodefesa ajusta calendário de plantio em Goiás para mitigar efeitos do El Niño
O agronegócio goiano enfrenta um cenário de adaptação estratégica diante das previsões climáticas para a safra 2026/2027. José Ricardo Caixeta, presidente da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), anunciou a antecipação do fim do vazio sanitário da soja como medida preventiva contra os impactos do fenômeno El Niño. A decisão, que altera o cronograma tradicional de plantio, visa proteger a produtividade diante da instabilidade pluviométrica esperada para os próximos meses.
Gestão técnica e segurança no campo
A alteração no calendário foi fundamentada em consultas técnicas realizadas junto à Embrapa e especialistas do setor. A medida permite que os produtores iniciem o plantio em uma janela antecipada, buscando garantir que a cultura esteja mais enraizada e resistente antes da possível escassez de chuvas em novembro e dezembro. Caixeta destaca que a ação é uma ferramenta de defesa agropecuária, desenhada para manter a sustentabilidade da safra sem comprometer o controle fitossanitário.
Para o presidente da Agrodefesa, a segurança jurídica e física no campo também marca uma nova fase para o setor. Relatando experiências pessoais de insegurança em governos anteriores, ele enfatiza que o cenário atual permite que produtores retornem às suas propriedades com maior confiança. Esse ambiente de estabilidade é apontado como um dos pilares para o foco contínuo na produção agrícola, que hoje atende quase 150 países.
Controle fitossanitário e sustentabilidade
O vazio sanitário de 90 dias permanece como a principal estratégia para o controle da ferrugem asiática. A destruição obrigatória de resíduos de plantas de soja é essencial para romper o ciclo de fungos e pragas, reduzindo a dependência de defensivos químicos. Segundo dados oficiais sobre o setor, a adoção de tecnologias de defesa agropecuária tem impulsionado o incremento da produtividade em Goiás ano após ano.
A antecipação de cinco dias no encerramento do vazio sanitário foi considerada segura pela base técnica da agência, baseando-se no histórico de baixas notificações de doenças nas últimas safras. Embora a medida ofereça uma janela mais favorável, a Agrodefesa ressalta que a adesão será gradual, dependendo da consolidação das chuvas em diferentes regiões do estado. O objetivo central é assegurar que a safra 2026/2027 mantenha o patamar de eficiência exigido pelo mercado global.
Fonte: jornalopcao.com.br