POLÍCIA

Suspeito de feminicídio é preso pela polícia após perseguição em Aparecida de Goiânia

A Polícia Militar de Goiás efetuou, nesta sexta-feira, 25, a prisão de Marcelo Barbosa da Silva, de 39 anos, principal suspeito do feminicídio de Aquira Pereira dos Santos, de 36 anos. O crime ocorreu em Aparecida de Goiânia e culminou em uma intensa operação policial que resultou na captura do homem poucas horas após o ato violento.

Aquira foi atingida por um disparo de arma de fogo no tórax na tarde de quinta-feira, 24. A vítima chegou a ser socorrida e encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Buriti Sereno, sendo posteriormente transferida para o Hospital Estadual de Aparecida de Goiânia Cairo Louzada (Heapa), onde não resistiu aos ferimentos.

Operação policial e captura em área de mata

Após o crime, as forças de segurança iniciaram diligências imediatas. Equipes da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) localizaram na residência do suspeito uma arma de fabricação caseira, além de munições dos calibres .22 e .380. O veículo utilizado na fuga, uma Fiat Toro sem placa dianteira, foi identificado na GO-040, sentido Aragoiânia.

Ao notar a aproximação das viaturas, Marcelo iniciou uma fuga em alta velocidade, abandonando o automóvel em uma área de mata. O cerco policial contou com o apoio do Grupo de Radiopatrulha Aérea (Graer), do Batalhão de Policiamento com Cães (BPCães) e da Guarda Civil Municipal (GCM). Após buscas exaustivas, o suspeito foi detido pela CPE e encaminhado à Central de Flagrantes.

Histórico de violência e medidas protetivas

O feminicídio de Aquira ocorreu pouco mais de um mês após a vítima ter buscado auxílio das autoridades. Em 21 de agosto, ela registrou um boletim de ocorrência relatando um histórico de cinco anos de violência doméstica e psicológica dentro de um relacionamento que durou cerca de 21 anos. O casal possuía três filhos.

Nos relatos prestados à polícia, a vítima descreveu um cenário de vigilância constante, ciúmes excessivos e ameaças recorrentes contra a integridade física dos filhos. Aquira afirmou que o companheiro monitorava suas redes sociais e locais de trabalho, além de ter compartilhado fotos íntimas suas com familiares em um episódio anterior. Diante da gravidade, ela havia solicitado medidas protetivas de urgência, que estavam em trâmite junto ao Poder Judiciário.

O caso segue sob investigação para apurar as circunstâncias detalhadas do crime e o descumprimento das medidas de proteção. Para mais informações sobre o combate à violência contra a mulher, consulte o portal oficial da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos.

Fonte: jornalopcao.com.br

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