POLÍCIA

José Dirceu afirma que campanha de Lula mudou e dita ritmo da disputa eleitoral

O ex-ministro e candidato a deputado federal José Dirceu (PT-SP) avaliou que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou por uma transformação estratégica recente. Segundo o petista, a estrutura atual da candidatura já não reflete o modelo adotado há cerca de 20 dias, indicando uma adaptação necessária para o momento atual do pleito.

Em entrevista concedida ao Poder360 na quarta-feira (23.set.2026), Dirceu minimizou eventuais falhas operacionais e afirmou que não enxerga obstáculos graves para a vitória no segundo turno. O ex-ministro ressaltou que o partido possui histórico vitorioso em eleições presidenciais, o que conferiria a experiência necessária para conduzir os ajustes de percurso.

Estratégia e condução da campanha presidencial

Para o ex-ministro, o PT retomou o protagonismo no debate público ao disputar ativamente os fatos e eventos que surgem no cotidiano eleitoral. Dirceu destacou que a mudança no discurso geral e na comunicação televisiva é um reflexo direto dessa nova fase da campanha.

Embora não faça parte da estrutura oficial da coordenação, o candidato mantém diálogo constante com o presidente nacional do partido, Edinho Silva. A rede de interlocução de Dirceu inclui nomes estratégicos como Gilberto Carvalho, responsável pela agenda, Paulo Okamotto, focado nas redes sociais, e Mônica Valente, que atua na mobilização estadual.

Logística e distribuição de materiais

Sobre as críticas relacionadas à falta de material de campanha, Dirceu atribuiu o problema a questões orçamentárias e não a falhas de gestão. O petista argumentou que o volume de material necessário para candidatos ao Senado e à Câmara em todo o território nacional é expressivo.

O ex-ministro reforçou que eventuais escassezes pontuais em determinados estados não devem ser interpretadas como incompetência logística. A avaliação é de que o fluxo de recursos é o fator determinante para a capilaridade do material impresso nas bases eleitorais.

Relação com a primeira-dama Janja

Dirceu também refutou especulações sobre uma suposta obstrução por parte da primeira-dama Janja Lula da Silva no acesso de figuras históricas do partido ao presidente. Ele classificou a mudança nos ciclos de amizade e convívio como um processo natural após alterações na vida pessoal de qualquer indivíduo.

O candidato afirmou que mantém acesso direto ao presidente e que não sofreu qualquer tipo de restrição em sua interlocução com Lula. Para ele, o debate sobre o papel da primeira-dama na gestão da agenda presidencial não condiz com a realidade de suas interações com o mandatário.

Fonte: poder360.com.br

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