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Irã impõe novas exigências para encerrar hostilidades contra os Estados Unidos

O governo do Irã elevou o tom das negociações diplomáticas e militares ao anunciar o endurecimento de suas condições para o encerramento do conflito com os Estados Unidos. A decisão ocorre após o colapso de um acordo firmado em junho, que não foi capaz de impedir a retomada das tensões entre as duas nações.

Exigências financeiras e bloqueios regionais

Em declarações recentes, Hossein Mohebi, porta-voz da Guarda Revolucionária, afirmou que o pacto anterior foi rompido por Washington. Como resposta, o governo iraniano exige agora a liberação integral de 24 bilhões de dólares em ativos que permanecem congelados no exterior, abandonando o modelo de negociação por etapas que vinha sendo discutido anteriormente.

Além da questão financeira, a lista de demandas de Teerã foi ampliada. O país exige o fim das sanções impostas à exportação de petróleo, o encerramento do bloqueio naval e a suspensão imediata de hostilidades no Líbano. Adicionalmente, o governo iraniano incluiu o fim do bloqueio ao Iêmen como um ponto inegociável para qualquer avanço diplomático futuro.

Postura militar e recusa ao diálogo direto

A Guarda Revolucionária mantém uma posição rígida quanto ao contato com autoridades norte-americanas. Hossein Mohebi descartou a possibilidade de diálogos diretos, enfatizando que a interação com os Estados Unidos será restrita ao campo militar enquanto a hostilidade persistir.

O porta-voz também emitiu um alerta sobre a estratégia de defesa iraniana. Segundo o oficial, caso ocorram novos ataques contra o território ou interesses do país, o Irã está preparado para abandonar a postura defensiva e adotar uma estratégia ofensiva, elevando o risco de escalada na região.

Para mais informações sobre o cenário geopolítico no Oriente Médio, acompanhe a cobertura internacional realizada pela AFP.

Fonte: cartacapital.com.br

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