POLÍCIA

Michelle Bolsonaro contesta proibição do uso da imagem do ex-presidente em campanha

A candidata ao Senado e ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro (PL-DF), manifestou publicamente nesta segunda-feira (21.set.2026) sua insatisfação com as restrições impostas à sua propaganda eleitoral. Em publicação realizada em seu perfil oficial no Instagram, a candidata criticou a proibição do uso de fotos e vídeos de seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em materiais de campanha.

A declaração ocorre quatro dias após o TRE-DF (Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal) determinar a suspensão de uma peça publicitária da candidata que continha imagens ao lado do ex-presidente. A medida judicial fundamenta-se em uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que veda a utilização da imagem de Bolsonaro para fins político-eleitorais.

Restrições judiciais e o impacto na propaganda eleitoral

No vídeo divulgado, Michelle Bolsonaro aparece segurando uma foto do ex-presidente e, em um gesto simbólico, cobre o rosto dele. Durante a gravação, ela afirmou que, como mulher, sente o peso de ser impedida de exibir a imagem de seu marido. A candidata reforçou que a decisão judicial não altera a trajetória do casal ou o legado que, segundo ela, foi construído durante a gestão anterior.

A candidata descreveu a situação do ex-presidente como um cenário de isolamento e silenciamento. Segundo Michelle, Jair Bolsonaro teria governado para a população e enfrentado grupos de poder, o que, em sua visão, justificaria a atual perseguição que ele sofre. Atualmente, o ex-presidente cumpre uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, cumprindo regime de prisão domiciliar humanitária devido a condições de saúde.

Decisões do STF e desdobramentos no TSE

A proibição em questão deriva de uma determinação de 17 de julho de 2026, na qual o ministro Alexandre de Moraes suspendeu, por um período de 90 dias, a divulgação de manifestos político-eleitorais que envolvam o ex-presidente. A medida abrange terceiros e qualquer meio de comunicação, alcançando integralmente o período de campanha eleitoral vigente.

O rigor da medida também atingiu outros aliados e familiares. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por exemplo, teve suas visitas ao pai suspensas pelo mesmo período após ter divulgado uma carta política escrita pelo ex-presidente nas redes sociais. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) tem mantido o entendimento, proibindo inclusive o uso da imagem de Bolsonaro em materiais impressos, como santinhos e banners de outros candidatos, a exemplo do caso envolvendo o deputado estadual Lucas Bove (PL-SP).

Fonte: poder360.com.br

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