POLÍCIA

Lula defende vitória eleitoral para manter Jair Bolsonaro na prisão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou, neste sábado (19.set.2026), que o objetivo de sua base política nas próximas eleições é garantir a continuidade da prisão de Jair Bolsonaro. Durante evento realizado em Florianópolis, Santa Catarina, o petista estabeleceu um contraste direto entre sua plataforma e a da oposição, representada pela candidatura de Flávio Bolsonaro.

Lula afirmou que a estratégia do grupo adversário visa alcançar o poder para reverter a situação jurídica do ex-presidente. Em contrapartida, o atual chefe do Executivo enfatizou que sua permanência no comando do país é necessária para assegurar que as decisões judiciais contra o ex-mandatário sejam mantidas.

Investigações sobre fraudes no INSS

Além da pauta eleitoral, o presidente abordou as apurações conduzidas pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União sobre irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social. Segundo o petista, as autoridades desarticularam um esquema bilionário de fraudes que operava dentro da autarquia.

Lula destacou que a investigação durou cerca de dois anos até a identificação e prisão dos envolvidos. O governo federal informou que, até o momento, foram repassados R$ 3,5 bilhões para aproximadamente 5 milhões de beneficiários que foram prejudicados pela organização criminosa.

Conexões políticas e o caso Careca do INSS

O discurso também focou em supostas ligações entre a família Bolsonaro e figuras centrais do esquema investigado. O presidente mencionou a proximidade física entre o escritório político de Flávio Bolsonaro e o local de trabalho de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como um dos operadores das fraudes.

Lula rebateu críticas feitas pela oposição, que tentou associar familiares do atual governo ao mesmo suspeito. O petista classificou as acusações como infundadas e reforçou que as evidências colhidas pela Controladoria-Geral da União apontam para uma relação direta entre o grupo bolsonarista e o investigado.

A assessoria de Flávio Bolsonaro foi procurada para comentar as declarações do presidente, mas não houve retorno até o fechamento desta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestações futuras sobre o caso.

Fonte: poder360.com.br

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