Cidades

Dengue em alerta: mais de 20 mil casos já foram registrados em Goiás em 2026

Mesmo com oscilações nos números, especialistas reforçam que prevenção continua sendo a principal arma contra a doença.

Por Doutor Guilherme de Alencar Mota

Goiás já contabiliza mais de 20 mil casos confirmados de dengue apenas nos primeiros meses de 2026, com registros de mortes e investigações em andamento. Na capital, Goiânia, milhares de casos já foram confirmados nas primeiras semanas do ano, concentrando também parte dos casos mais graves.

A dengue é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, muito comum em regiões tropicais como o Brasil. Apesar de, em alguns períodos, haver redução de casos, o cenário ainda exige atenção constante das autoridades e da população, já que a doença pode voltar a crescer rapidamente, especialmente durante épocas de calor e chuva.

Após a picada de um mosquito infectado, os sintomas costumam aparecer entre 4 e 10 dias. Os mais comuns são febre alta, dor de cabeça intensa, dores no corpo e nas articulações, além de dor atrás dos olhos. Também podem ocorrer manchas vermelhas na pele, náuseas e cansaço extremo. Em situações mais graves, a dengue pode causar complicações como sangramentos e dor abdominal intensa, sendo necessário procurar atendimento médico imediato.

Um ponto importante é que o mosquito Aedes aegypti tem hábitos principalmente diurnos. Ele costuma picar com mais frequência nas primeiras horas da manhã e no final da tarde. No entanto, em locais fechados ou com pouca luz, também pode atacar ao longo de todo o dia, o que aumenta o risco de transmissão.

Apesar de não existir um medicamento específico para eliminar o vírus, a maioria dos casos evolui bem com repouso, hidratação e acompanhamento médico. A automedicação deve ser evitada, pois alguns remédios podem agravar o quadro.

A principal forma de combater a dengue é a prevenção. Como o mosquito se reproduz em água parada, é essencial eliminar possíveis criadouros dentro de casa e nos arredores. Medidas simples fazem diferença, como manter caixas d’água bem fechadas, limpar calhas, evitar o acúmulo de água em recipientes e usar areia em pratos de plantas.

Além disso, o uso de repelentes, telas em janelas e roupas que cubram mais o corpo ajudam a reduzir o risco de picadas — principalmente nos horários de maior atividade do mosquito.

O combate à dengue depende do esforço coletivo. Ao cuidar do próprio ambiente, cada cidadão contribui para proteger toda a comunidade e reduzir o avanço da doença.

DOUTOR GUILHERME DE ALENCAR MOTABiomédico- Mestrado em Ciências da Saúde pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás.

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