Thialu Guiotti consolida apoio e avança para a presidência da Câmara de Goiânia
O vereador Thialu Guiotti (Avante) emergiu como o principal nome na corrida pela presidência da Câmara Municipal de Goiânia. Com a obtenção de 26 assinaturas de apoio, o parlamentar construiu uma base sólida que supera a maioria necessária de 19 votos entre os 37 integrantes da Casa. A movimentação ocorre em um momento decisivo para a articulação política da capital goiana, com a eleição da Mesa Diretora agendada para esta sexta-feira (9).
Articulação política e apoio do Executivo
A candidatura de Thialu Guiotti ganhou tração significativa após o respaldo público do prefeito Sandro Mabel (União Brasil). Durante um encontro realizado na terça-feira (6), o chefe do Executivo municipal reforçou a importância de uma transição alinhada para a sucessão de Romário Policarpo. O movimento conta ainda com o suporte estratégico do presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Bruno Peixoto, visando a coesão das forças políticas locais.
O parlamentar defende uma gestão focada no fortalecimento institucional do Legislativo. Em reuniões recentes, Thialu Guiotti enfatizou que, embora conte com o apoio de lideranças como o governador Daniel Vilela e o prefeito Sandro Mabel, a decisão final permanece sob a prerrogativa dos vereadores. O objetivo do grupo é consolidar uma base ampla que minimize atritos e garanta governabilidade.
Cenário eleitoral e negociações de bastidores
Embora a vantagem de Thialu Guiotti seja expressiva, a disputa ainda não foi formalmente encerrada. O vereador Ronilson Reis (Solidariedade) mantém sua candidatura, articulada junto a parlamentares de oposição e legendas fora da base governista. Contudo, nos bastidores, ocorrem negociações intensas para que Ronilson Reis retire seu nome da disputa, buscando uma composição de consenso que evite o desgaste de um confronto direto no plenário.
Impacto na formação das comissões permanentes
A eleição para a Mesa Diretora transcende a escolha do novo presidente, estendendo-se à distribuição de cargos estratégicos e à composição das comissões permanentes. O controle desses colegiados, como a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a Comissão Mista e a de Finanças, Orçamento e Economia, é vital para o trâmite de projetos de lei e para a relação entre o Legislativo e o Executivo.
A reconfiguração dessas comissões é um ponto de atenção para a gestão de Sandro Mabel, especialmente na segunda metade do mandato. Atualmente, a CCJ é presidida por Luan Alves (MDB), que integra um grupo de oposição ao Paço Municipal. A expectativa é que o resultado da eleição desta sexta-feira altere o equilíbrio de forças nessas instâncias decisórias, conforme reportado pelo Diário de Aparecida.
Fonte: diariodeaparecida.com.br