Gilmar Mendes defende Paulo Gonet após arquivamento de investigação pelo MPF
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, manifestou apoio público ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, após a decisão do Conselho Superior do Ministério Público Federal de arquivar o pedido de investigação criminal contra ele. O caso estava relacionado a apurações sobre o Banco Master. Na mesma sessão realizada na sexta-feira (25.set.2026), os conselheiros rejeitaram, por unanimidade, qualquer medida que afastasse Gonet de suas funções nas investigações em curso.
Críticas aos métodos de investigação e vazamentos seletivos
Em publicação realizada neste sábado (26.set.2026), Gilmar Mendes afirmou que a decisão do colegiado apenas confirmou o que já era conhecido sobre a lisura do procurador-geral. O ministro aproveitou a oportunidade para criticar duramente a condução de inquéritos que, segundo ele, utilizam vazamentos seletivos para desgastar reputações. Para o magistrado, o dano reputacional causado pela exposição pública de conversas sem relevância jurídica é um problema grave que ganha força conforme o ciclo eleitoral avança.
Defesa da estabilidade institucional e do comando da Polícia Federal
O ministro também abordou o recente afastamento cautelar do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, classificando a medida como desproporcional. Segundo Gilmar Mendes, a decisão individual de afastar o comando de um órgão responsável pela segurança das fronteiras e pela repressão ao crime transnacional gerou efeitos institucionais imprevisíveis. A reversão da medida foi celebrada pelo ministro como uma ação necessária para evitar prejuízos maiores ao funcionamento do Estado.
Proposta de ampliação do juiz de garantias
Diante dos episódios recentes, o ministro reiterou sua posição histórica sobre a necessidade de implementar a figura do juiz de garantias também no Supremo Tribunal Federal. A argumentação central é que decisões tomadas de forma individual e célere durante a fase de investigação podem causar danos irreparáveis tanto às instituições quanto à imagem dos envolvidos. O posicionamento reforça a defesa de um controle mais rigoroso sobre atos judiciais que possuem grande alcance público.
Contexto das relações e evidências apuradas
As investigações que levaram ao questionamento de Paulo Gonet incluíram a análise de mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro. O material continha menções ao procurador-geral e uma fotografia, datada de abril de 2024, que mostrava Gonet em um evento em Londres ao lado do ex-banqueiro. A autenticidade da imagem foi confirmada pela Procuradoria Geral da República, que mantém a postura de defesa sobre a integridade de seu titular. Mais informações sobre o caso podem ser acompanhadas no portal oficial do Ministério Público Federal.
Fonte: poder360.com.br