POLÍCIA

Risco de queda em gameleiras da Praça da Cirrose mobiliza prefeitura de Goiânia

A Prefeitura de Goiânia iniciou um protocolo de segurança na Praça da Cirrose, localizada no Setor Oeste, após a queda de um galho de grande porte de uma das gameleiras presentes no local. A medida, confirmada nesta segunda-feira, 21, pela bióloga e analista da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), Wanessa de Castro, visa isolar a área e alertar a população sobre o perigo iminente de novos acidentes.

Atualmente, a administração municipal aguarda uma autorização formal do Ministério Público para proceder com a remoção de duas das quatro gameleiras existentes na praça. Segundo o laudo técnico elaborado por uma equipe de sete especialistas, essas árvores estão condenadas devido a falhas estruturais graves, como oquidade, rachaduras no tronco e desprendimento de galhos, tornando a poda insuficiente para garantir a segurança dos transeuntes.

Diagnóstico técnico e o impasse jurídico

A complexidade do caso reside na necessidade de conciliar a preservação ambiental com a segurança pública. A análise técnica da Amma é categórica ao descartar a poda como solução definitiva. De acordo com a bióloga Wanessa de Castro, a estrutura das árvores está comprometida, o que torna o risco de colapso estrutural permanente, independentemente de intervenções superficiais na copa.

Enquanto o pedido de retirada segue sob análise do Ministério Público de Goiás, a prefeitura mantém a área sinalizada. O objetivo central da gestão é mitigar danos e proteger a integridade física dos moradores e frequentadores da região, que convivem diariamente com o temor de quedas inesperadas em um espaço público de grande circulação.

Desafios da arborização urbana histórica

O caso das gameleiras da Praça da Cirrose traz à tona um debate sobre o planejamento urbano de Goiânia. Muitas das espécies arbóreas presentes em praças tradicionais foram plantadas antes da implementação do Plano Diretor de Arborização Urbana, iniciado em 2007. Esse histórico significa que diversos exemplares não foram submetidos aos critérios técnicos rigorosos adotados pela atual gestão municipal.

A estratégia da Amma para o futuro do local envolve a substituição das árvores condenadas. A intenção é realizar o plantio de espécies que consigam manter o conforto térmico e a sombra necessária para o espaço, mas que apresentem um porte e uma estrutura condizentes com os padrões modernos de segurança urbana, reduzindo drasticamente os riscos de acidentes graves.

Preocupação com a rede elétrica e o período chuvoso

A proximidade do período chuvoso tem intensificado a apreensão de quem circula pelo setor. O morador Ênio Magalhães destacou o perigo adicional representado pela fiação elétrica que passa sob as copas das árvores. Segundo ele, cabos de 13 mil volts que alimentam transformadores e prédios vizinhos estão expostos a danos caso ocorra uma queda de galhos ou da árvore inteira.

O risco de rompimento da rede elétrica, que poderia resultar em acidentes com alta voltagem, reforça o apelo da comunidade por uma intervenção rápida. Até o momento, o Ministério Público de Goiás não se manifestou sobre o prazo para a decisão final referente à retirada dos exemplares condenados.

Fonte: jornalopcao.com.br

Botão Voltar ao topo