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Haddad promete proibir apostas on-line em São Paulo e critica crise no STF

O candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), declarou em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, publicada neste sábado (19.set.2026), que pretende banir as apostas on-line no estado caso seja eleito. O petista classificou a disseminação das chamadas “bets” como uma epidemia e um risco severo à sociedade brasileira, posicionando-se contra a atual gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), que autorizou a operação desses serviços em território paulista.

Proibição das bets como pauta central

Para o ex-ministro da Fazenda, a arrecadação tributária gerada por esse setor não compensa os danos sociais causados aos cidadãos. A postura de Haddad alinha-se ao discurso adotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que recentemente afirmou em um ato em Guarulhos (SP) ter decidido pelo fim das apostas on-line no país, citando o impacto negativo do vício em jogos no orçamento das famílias.

Instabilidade e crise no Supremo Tribunal Federal

Além da agenda econômica e social, Haddad manifestou forte preocupação com a atual conjuntura do Supremo Tribunal Federal. O candidato descreveu a instabilidade na Corte como um dos episódios mais lamentáveis das últimas décadas, enfatizando que investigações sobre corrupção e fraudes bancárias devem seguir seu curso natural até o desfecho final, sem espaço para impunidade.

O cenário de crise no STF foi intensificado por investigações envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro, que atingiram ministros como Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques. Em sessão realizada na terça-feira (15.set), o plenário evitou o debate sobre a abertura de uma investigação contra Moraes após um pedido de vista do ministro Flávio Dino, que suspendeu a análise por até 90 dias em meio a trocas de ofensas entre os magistrados.

Revisão de contratos e incentivos fiscais

No âmbito da gestão estadual, Haddad defendeu uma auditoria rigorosa nos gastos públicos. O candidato afirmou que pretende realizar uma revisão periódica dos incentivos fiscais concedidos ao empresariado, conforme previsto na Constituição. Segundo o petista, o objetivo é avaliar a eficácia desses benefícios e identificar espaços para a renegociação de contratos governamentais, garantindo maior eficiência na aplicação dos recursos públicos em São Paulo.

Fonte: poder360.com.br

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