Polícia Civil da Bahia investiga Rodrigo Constantino por crime de xenofobia
A Polícia Civil da Bahia (PC-BA) instaurou, nesta terça-feira (6.out.2026), um inquérito oficial para apurar a prática de possível crime de xenofobia atribuído ao economista Rodrigo Constantino. A medida foi motivada por declarações feitas pelo comentarista em suas redes sociais na segunda-feira (5.out), nas quais ele teceu críticas severas ao estado da Bahia e aos seus habitantes.
Investigação sobre declarações de Rodrigo Constantino
No vídeo que desencadeou a ação policial, Constantino classificou a Bahia como “o câncer do Brasil” e afirmou que o estado seria uma “vergonha”. O economista, que se identifica como um liberal-conservador, relatou experiências de viagens ao estado, mencionando especificamente a capital baiana e o interior, onde criticou a rotina de trabalho da população local.
“Salvador é um lixo! Eu fui mais para o interior fazer a feira literária e fiquei chocado. Segunda-feira, 11h30, um bando de gente nos barzinhos com violão e cerveja. Ninguém quer trabalhar”, declarou o economista na gravação original. As falas geraram ampla repercussão negativa e imediata reação das autoridades estaduais.
Contexto político e críticas ao governo local
Além das ofensas diretas à população, o conteúdo publicado por Constantino incluiu ataques ao governador reeleito Jerônimo Rodrigues (PT-BA), que garantiu a vitória no primeiro turno em 4 de outubro de 2026. O economista também direcionou críticas aos senadores Jaques Wagner (PT-BA) e Rui Costa (PT-BA), figuras centrais da política baiana.
A Polícia Civil da Bahia informou, por meio de nota oficial, que o inquérito corre sob sigilo para preservar o andamento das investigações. O órgão reforçou que atua de maneira técnica e imparcial no combate a qualquer forma de discriminação, cumprindo as determinações legais vigentes no país.
Repercussão e justificativas do economista
Diante da viralização do conteúdo e da abertura da investigação, Rodrigo Constantino publicou um novo vídeo em suas redes sociais buscando justificar suas declarações anteriores. Na ocasião, ele negou ter chamado o estado da Bahia de “lixo”, restringindo o termo à capital, Salvador, e fazendo uma comparação com o Rio de Janeiro.
O economista reiterou sua posição política ao afirmar que o “nordestino e o baiano em geral precisam ser libertados” da influência eleitoral da esquerda. Até o momento, a defesa ou a assessoria de Constantino não respondeu aos questionamentos enviados pela reportagem. O espaço permanece aberto para manifestações futuras sobre o caso.
Fonte: poder360.com.br