Partido Novo solicita à USP processo disciplinar contra Alexandre de Moraes
O partido Novo formalizou um pedido junto à Universidade de São Paulo (USP) para a abertura de um processo administrativo disciplinar contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. O magistrado, que também atua como professor na Faculdade de Direito da instituição, é alvo de questionamentos por parte da legenda em razão de episódios recentes noticiados pela imprensa.
O requerimento foi protocolado por Christian Lohbauer, um dos fundadores do partido e candidato a deputado federal por São Paulo. Em vídeo divulgado nas redes sociais na noite de 23 de setembro de 2026, Lohbauer aparece em frente à reitoria da universidade, defendendo que a instituição deve investigar a conduta de seus docentes para preservar sua tradição e lisura acadêmica.
Fundamentos do pedido e alegações do partido
O ofício apresentado pelo Novo baseia-se em reportagens que apontam supostas irregularidades envolvendo o ministro. Entre os pontos citados, destacam-se mensagens atribuídas a Alexandre de Moraes e ao empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O documento também menciona um contrato de R$ 131 milhões firmado entre Vorcaro e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.
A legenda argumenta que tais fatos, se confirmados, configurariam infrações disciplinares incompatíveis com a docência na universidade. O pedido solicita o afastamento preventivo do ministro de suas atividades acadêmicas enquanto as investigações ocorrem, garantindo, segundo o partido, o direito ao contraditório e à ampla defesa.
Posicionamento da sigla e competência acadêmica
O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, reforçou que a iniciativa não busca usurpar a competência do Poder Judiciário, mas sim focar na esfera administrativa da universidade. Segundo Ribeiro, a USP possui autonomia para apurar se a conduta de um de seus professores está alinhada com as normas internas de moralidade e ética exigidas pela instituição de ensino.
A expectativa do partido é que a reitoria da Universidade de São Paulo analise o conteúdo do ofício com base em seu regimento interno. Até o momento, a administração da universidade não emitiu um posicionamento público sobre o recebimento do documento ou sobre a possível abertura de sindicância.
Ausência de manifestação do ministro
O gabinete de Alexandre de Moraes foi contatado via e-mail para comentar o pedido protocolado pelo partido Novo. Até o fechamento desta reportagem, não houve qualquer resposta ou nota oficial por parte da assessoria do ministro do STF. O espaço permanece aberto para eventuais esclarecimentos sobre o caso.
Fonte: poder360.com.br