Lula contesta decisões da Justiça Eleitoral e critica presidente do TSE

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou, neste domingo (11.out.2026), forte oposição ao que classificou como uma “intromissão indevida” da Justiça Eleitoral no processo das eleições deste ano. Em declarações feitas a jornalistas antes de um evento de campanha em São Paulo, o petista questionou a postura do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, após a suspensão de um canal de comunicação digital utilizado por sua base de apoio.
Questionamento sobre a atuação do TSE
O ponto central do descontentamento presidencial reside no bloqueio do canal “Exército do Lula”, hospedado no aplicativo WhatsApp. A plataforma, que contava com cerca de 3,3 milhões de seguidores, foi idealizada pelo deputado André Janones (Rede-MG) como uma ferramenta estratégica para impulsionar a candidatura de Lula à reeleição.
O presidente afirmou que sua equipe jurídica deve protocolar um pedido de esclarecimentos junto à Corte Eleitoral. Segundo o mandatário, há uma percepção crescente de “decisões tendenciosas” que estariam afetando o fluxo natural do pleito e a liberdade de organização da campanha petista.
Exigência de conduta republicana
Ao subir o tom das críticas contra Kassio Nunes Marques, o presidente defendeu a necessidade de um comportamento que descreveu como “civilizado” e “republicano” por parte dos magistrados. Para ele, a Justiça Eleitoral deveria atuar de forma a permitir que o processo eleitoral ocorra sem interferências externas que prejudiquem a organização dos candidatos.
A declaração reforça o clima de tensão entre o Poder Executivo e a cúpula do Judiciário durante a reta final da disputa eleitoral. O presidente argumentou que o fechamento do canal digital fere a dinâmica de mobilização que sua campanha tem buscado estabelecer junto ao eleitorado nas plataformas digitais.
Busca por equilíbrio nas redes sociais
Além da crítica pontual ao bloqueio do canal, Lula abordou o cenário mais amplo das redes sociais. O petista alegou que sua campanha tem obtido sucesso na disputa pelo engajamento digital, mas expressou desconfiança sobre possíveis bloqueios sistemáticos que estariam sendo aplicados a apoiadores de sua candidatura.
Diante do cenário, o presidente anunciou que o Partido dos Trabalhadores deve acionar o Judiciário com um pedido formal para “equilibrar” a situação. A estratégia visa garantir que as condições de alcance e visibilidade nas redes sociais sejam equiparadas, evitando, segundo o petista, que o comportamento da Corte Eleitoral gere um desequilíbrio na disputa. Mais informações sobre o cronograma eleitoral podem ser consultadas no portal oficial do Tribunal Superior Eleitoral.