POLÍCIA

Lula cobra no TSE abertura de sigilos e exige que mendonça atue como árbitro

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entregou no Tribunal Superior Eleitoral as procurações de familiares e aliados para abrir sigilos bancário, fiscal e telefônico. O grupo pede que o ministro André Mendonça, relator do caso, exija que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) faça o mesmo de forma simultânea e oficial.

As procurações dão direito de acesso, mas os extratos e movimentações continuam retidos em órgãos oficiais. A campanha quer que o tribunal requisite esses dados e os publique de uma só vez no DivulgaCand para garantir transparência total e evitar publicações parciais.

Decisão do tribunal e o papel de arbitragem judicial

O ministro André Mendonça afirmou que a renúncia ao sigilo independe de ordem judicial e que a divulgação dos dados é uma escolha individual de cada candidato. No entanto, a defesa de Lula sustenta que o acordo inicial previa a requisição oficial intermediada pelo tribunal.

A campanha petista busca que o Judiciário atue como árbitro para assegurar que os registros sejam obtidos e divulgados simultaneamente. Segundo a equipe, somente a requisição direta por vias institucionais impede que cada lado divulgue apenas o que lhe convém.

Relação de autorizações e aliados incluídos na petição

A petição formalizada apresenta autorizações fiscais, bancárias e telefônicas referentes a diversas pessoas e entidades ligadas ao governo. Entre os nomes constam o filho do presidente Fábio Luís Lula da Silva, a mulher dele Renata de Abreu Moreira e o ex-presidente do Instituto Lula Paulo Tarciso Okamotto.

Também foram incluídos registros da primeira-dama Rosangela Lula da Silva, do Instituto Luiz Inácio Lula da Silva, do ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro e de outros familiares que aderiram voluntariamente ao compromisso de transparência firmado no processo eleitoral.

Cobrança de transparência e exigências cruzadas

Líderes aliados cobraram publicamente explicações sobre movimentações financeiras e patrimônio dos opositores durante pronunciamentos na saída do tribunal. A movimentação ocorre após a apresentação de dezenas de condições exigidas pela outra parte para a abertura dos próprios dados.

Enquanto a campanha de Lula afirma ter cumprido integralmente as exigências apresentadas anteriormente, representantes da oposição argumentam que os documentos entregues são insuficientes. O impasse permanece sob análise do relator no Tribunal Superior Eleitoral.

Fonte: poder360.com.br

Botão Voltar ao topo