Investigação aponta tentativa de homicídio após perícia descartar acidente em Palmeiras de Goiás
A Polícia Civil de Goiás deu um novo rumo às investigações sobre o caso de uma criança de 10 anos baleada em Palmeiras de Goiás. O que inicialmente era tratado como um possível acidente doméstico foi reclassificado para tentativa de homicídio após a realização de exames periciais no local e na vítima.
A reviravolta no inquérito ocorreu quando os peritos identificaram a presença de três projéteis na cabeça da criança. A descoberta técnica contradiz as versões apresentadas inicialmente pelos envolvidos, que sustentavam a tese de um disparo acidental. Diante das evidências, a autoridade policial solicitou a prisão temporária dos suspeitos para aprofundar as apurações.
Prisões e desdobramentos do inquérito
Como resultado das novas evidências coletadas, a Justiça decretou a prisão temporária de três pessoas que estavam no imóvel no momento do incidente: a mãe da criança, o padrasto e o proprietário da residência. A medida visa impedir que os envolvidos interfiram na coleta de provas ou combinem versões que possam obstruir o trabalho da perícia.
A Polícia Civil, por meio da delegacia local, trabalha agora para determinar a dinâmica exata dos disparos e a responsabilidade individual de cada um dos detidos. O caso segue sob sigilo para preservar a integridade da vítima, que permanece sob cuidados médicos após o episódio violento.
Contradições e perícia técnica
O suporte técnico da perícia criminal foi fundamental para derrubar a narrativa inicial. A análise balística e a trajetória dos projéteis encontrados foram determinantes para que os investigadores descartassem a hipótese de um disparo fortuito. A Polícia Civil de Goiás reforça que o trabalho de campo continuará até que todos os pontos obscuros sejam esclarecidos.
A comunidade de Palmeiras de Goiás acompanha o caso com atenção, enquanto as autoridades buscam entender a motivação por trás da violência contra o menor. Novas oitivas devem ser realizadas nos próximos dias para confrontar os depoimentos dos presos com os laudos periciais já anexados ao processo.
Fonte: maisgoias.com.br