Indenização de R$ 486 mil é concedida após erro médico resultar em morte em Goiânia
A Justiça de Goiânia determinou o pagamento de uma indenização no valor de R$ 486 mil ao pai de uma jovem de 24 anos que faleceu em decorrência de uma hemorragia interna. A paciente havia dado entrada em uma unidade de saúde após sofrer um acidente de carro, mas recebeu alta médica sob a recomendação de uso exclusivo de analgésicos, sem que a gravidade de seu quadro clínico fosse devidamente identificada.
Falha no diagnóstico e ausência de exames complementares
A investigação do caso revelou que, apesar do histórico de trauma causado pelo acidente automobilístico, a equipe médica responsável pelo atendimento não realizou os exames complementares necessários para descartar lesões internas. A paciente foi liberada do hospital apresentando apenas prescrição de medicamentos para dor, o que mascarou a hemorragia que evoluiu rapidamente para um desfecho fatal.
A perícia técnica realizada durante o processo judicial foi determinante para o veredito. Os especialistas apontaram que a conduta médica foi negligente ao ignorar a necessidade de uma investigação mais profunda, considerando a natureza do acidente sofrido pela jovem. A falta de protocolos adequados de triagem e diagnóstico em situações de trauma foi o ponto central da condenação.
Decisão judicial e reparação por danos morais
O tribunal reconheceu a responsabilidade da instituição de saúde e do corpo clínico pelo erro que culminou na perda da vida da jovem. A indenização de R$ 486 mil foi fixada como uma forma de reparação pelos danos morais sofridos pelo pai, que buscou na justiça o reconhecimento da falha no atendimento prestado à filha. A sentença reforça a importância da observância rigorosa de protocolos de segurança do paciente em unidades de emergência.
Casos de negligência médica em hospitais brasileiros são frequentemente acompanhados pelo Conselho Federal de Medicina, que estabelece diretrizes para garantir a qualidade e a segurança no atendimento. A decisão em Goiânia serve como um precedente sobre a necessidade de exames detalhados em pacientes vítimas de acidentes, mesmo que, em um primeiro momento, os sintomas pareçam superficiais.
Fonte: maisgoias.com.br