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Globonews corrige informação sobre padroeira do Brasil e pede desculpas

A GloboNews realizou uma correção na madrugada desta 6ª feira (25.set.2026) referente a uma informação veiculada durante o programa GloboNews Em Pauta. A emissora esclareceu que não existe um projeto atual para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil, desmentindo a narrativa que circulava nas redes sociais e que havia sido mencionada em sua programação.

O pedido de desculpas foi transmitido durante a edição do GloboNews Edição da Meia-Noite. Na ocasião, o canal explicou que a proposta citada anteriormente, que sugeria alterações na nomenclatura da padroeira, foi apresentada originalmente em dezembro de 2007 e arquivada pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados em agosto de 2008.

Contexto da desinformação e o projeto de 2007

A confusão teve origem na associação de um antigo projeto de lei a um suposto movimento político atual. O texto em questão, identificado como PL 2.623 de 2007, foi de autoria do então deputado federal Victório Galli (PMDB-MT). A proposta visava alterar a Lei 6.802 de 1980, que institui o feriado nacional de 12 de outubro, substituindo o termo “padroeira do Brasil” por “padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”.

A tramitação do projeto foi encerrada após a Comissão de Educação e Cultura da Câmara rejeitar a matéria em julho de 2008. Sem novos recursos, o arquivamento definitivo ocorreu em 22 de agosto de 2008, conforme registros oficiais da Câmara dos Deputados. O tema já havia sido alvo de checagens em 2018, quando a própria instituição precisou esclarecer que o texto não possuía validade jurídica.

Reação de Flávio Bolsonaro e repercussão política

A fala da jornalista Maria Cristina Fernandes no Em Pauta, que comentava disputas religiosas no cenário eleitoral, foi rapidamente associada ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Nas redes sociais, espalhou-se a alegação falsa de que o candidato teria a intenção de promover tal mudança caso fosse eleito.

Antes mesmo da retratação da emissora, Flávio Bolsonaro utilizou suas redes sociais para negar a autoria ou a existência de qualquer projeto com esse objetivo. Em vídeo, o candidato classificou a informação como uma tentativa de desinformação por parte de adversários políticos e reforçou seu respeito por todas as crenças religiosas. Após a correção da GloboNews, ele compartilhou o trecho do pedido de desculpas, reiterando que a proposta mencionada não possui qualquer vínculo com sua plataforma de governo.

Fonte: poder360.com.br

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