Série B começa rodada sem bets após veto e clubes correm por novos patrocinadores
O cenário do futebol nacional passa por uma transformação imediata nesta terça-feira (6.out.2026). Com a realização de três partidas válidas pela 32ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, o esporte vive sua primeira rodada oficial sob o impacto direto da Medida Provisória 1.394 de 2026, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estabeleceu o veto às publicidades de casas de apostas e jogos on-line em todo o território nacional.
A determinação governamental forçou a interrupção das operações das principais empresas do setor no país, obrigando clubes a removerem marcas e materiais publicitários de seus uniformes e estádios. Enquanto o Supremo Tribunal Federal analisa pedidos de suspensão da medida, a Advocacia-Geral da União defendeu, nesta mesma data, a manutenção integral da proibição, reforçando a validade jurídica da MP perante as contestações do setor.
Adaptação dos clubes e novas estratégias comerciais
Diante da ausência das empresas de apostas, as agremiações buscam alternativas para preencher o espaço principal de seus uniformes. A Ponte Preta, por exemplo, firmou parceria com a Crear Empreendimentos, enquanto o São Bernardo estampa a marca da Magnum SCD. O Athletic Club optou por promover a Esquadrão 1909, loja oficial da própria instituição, em substituição ao antigo patrocinador.
O Sport Recife, por sua vez, fechou um acordo pontual com a Banlek para o confronto desta terça-feira. Já o Goiás, que encerrou seu vínculo com a Viva Sorte Bet antes da vigência da MP, segue em negociações para anunciar um novo parceiro comercial. O Juventude, que chegou a utilizar a marca Parmalat em rodadas anteriores, manterá o uniforme limpo para o duelo contra a Ponte Preta.
Comercialização de estoques e conteúdo legado
Apesar da proibição de novas ações publicitárias, o governo federal estabeleceu diretrizes sobre o material já produzido. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República concluiu que a venda de camisetas fabricadas antes da vigência da MP é permitida, classificando-as como conteúdo legado. A medida visa evitar prejuízos imediatos ao comércio, desde que não haja novas ações promocionais ou uso das peças para ampliar a exposição das marcas de apostas.
Contestações judiciais e movimentação no Supremo
A validade da MP 1.394 gerou uma onda de ações no Supremo Tribunal Federal. Além das associações do setor de apostas, como a ANJL e o IBJR, entidades como a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão buscam reverter a proibição, citando perdas de receita. Clubes de elite, incluindo Flamengo, São Paulo e Botafogo, também ingressaram no processo, solicitando prazos de adaptação e alertando para os impactos financeiros no desenvolvimento das categorias de base e modalidades olímpicas.
Fonte: poder360.com.br