Flávio Bolsonaro projeta posse e promete indulto ao pai em ato de campanha
Promessa de sucessão e rito de posse
Em meio à reta final da disputa eleitoral de 2026, o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, neste sábado (10), que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) será o responsável por transmitir a faixa presidencial caso ele vença o pleito. A declaração ocorreu durante uma motocarreata realizada em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, evento que contou com a presença do prefeito Nelson Ruas (PL) e do governador eleito Douglas Ruas (PL).
Durante o ato, o candidato projetou o cenário para o dia 6 de janeiro de 2027. Segundo o político, o momento da posse será marcado por uma oração e pela entrega simbólica do comando do País. “Vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocando a faixa de presidente”, declarou aos apoiadores presentes na mobilização fluminense.
Proposta de indulto e tensões institucionais
Um dos pilares centrais da campanha de Flávio Bolsonaro é a promessa de conceder indulto ao seu pai. O ex-presidente foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a uma pena de 27 anos e três meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado, situação que mantém o debate jurídico e político em evidência.
Em entrevista recente à Folha de S. Paulo, o candidato admitiu que a concessão do benefício poderia desencadear um conflito direto entre os Poderes. Caso o STF considere a medida inconstitucional, o presidenciável não descartou a possibilidade de “uso da força” ou interferência direta na estrutura do Judiciário para garantir a liberdade do ex-mandatário.
Discurso de enfrentamento e estratégia eleitoral
O candidato do PL utilizou a motocarreata para reforçar o tom de confronto contra as instituições que conduziram os processos contra seu pai. Para ele, as ações judiciais que resultaram na inelegibilidade e condenação de Jair Bolsonaro foram tentativas de silenciamento que, na visão do postulante ao cargo, acabaram por fortalecer sua própria candidatura.
“Aqueles que tiraram o poder dele na mão grande são os mesmos que estão colocando Flávio Bolsonaro na cadeira de presidente”, afirmou durante o discurso. A estratégia busca consolidar o apoio da base conservadora, transformando a pauta jurídica do ex-presidente em um motor de mobilização para o segundo turno das eleições, que ocorre em um cenário de alta polarização política no Brasil.
Fonte: cartacapital.com.br