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Flávio Bolsonaro garante manutenção do Bolsa Família e critica gestão petista

O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), utilizou um encontro com lideranças políticas em São Paulo, realizado neste domingo (11.out.2026), para reforçar seu compromisso com a manutenção do programa Bolsa Família. Durante o evento, organizado pelo prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), o parlamentar rebateu alegações de que seu eventual governo encerraria benefícios sociais, atribuindo ao ex-presidente Jair Bolsonaro o mérito pela valorização histórica do auxílio.

Compromisso com a continuidade do benefício social

Em seu discurso, Flávio Bolsonaro foi enfático ao negar qualquer intenção de extinguir ou reduzir o alcance do programa. O candidato afirmou que a narrativa sobre o fim do auxílio é infundada e destacou que a gestão de seu pai foi responsável por triplicar o valor do benefício. A fala ocorreu diante de prefeitos e vereadores, contando com a presença de figuras como o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e os senadores eleitos André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP).

Críticas ao reajuste do governo Lula

O foco das críticas do senador recaiu sobre o recente aumento de 15,04% concedido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que elevou o valor mínimo de R$ 600 para R$ 691. Flávio Bolsonaro classificou a medida como insuficiente, referindo-se ao montante como uma “merreca” e questionando o timing da decisão, anunciada em 17 de setembro, a poucos dias do primeiro turno das eleições.

O parlamentar argumentou que o atual governo teve quatro anos de mandato para promover ajustes mais expressivos, mas optou por realizar a alteração apenas na reta final da disputa eleitoral. Segundo o candidato do PL, o acréscimo diário resultante do reajuste é irrisório diante das necessidades da população beneficiária.

Propostas de ajuste fiscal e debate econômico

Além da agenda social, a equipe econômica de Flávio Bolsonaro trabalha na estruturação de uma nova meta fiscal, que utiliza a relação entre a dívida pública e o Produto Interno Bruto como principal balizador. O grupo discute a possibilidade de reduzir despesas em um montante que varia entre R$ 200 bilhões e R$ 250 bilhões, embora o detalhamento dos cortes ainda não tenha sido apresentado publicamente.

A iniciativa tem gerado embates diretos no segundo turno. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem desafiado o adversário a especificar quais áreas sofrerão cortes, colocando a política fiscal no centro do debate eleitoral. Para mais detalhes sobre o cenário econômico, acompanhe a cobertura completa em Poder360.

Fonte: poder360.com.br

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