Cidades

Eleitores denunciam sujeira urbana causada por derramamento de santinhos em Goiânia

A prática de espalhar material de campanha eleitoral, popularmente conhecido como santinhos, voltou a gerar indignação entre a população de Goiânia. Em um registro que circula nas redes sociais, o corretor imobiliário Ronaldo Júnior expressou revolta ao flagrar a quantidade excessiva de papéis descartados irregularmente em vias públicas da capital goiana.

O vídeo destaca o impacto direto dessa conduta sobre o trabalho dos profissionais de limpeza urbana. Enquanto um gari realizava a varrição da via, o autor da gravação classificou a situação como desonesta e desumana, ressaltando o esforço desnecessário imposto aos trabalhadores municipais devido à falta de consciência de campanhas políticas.

O impacto da poluição visual e ambiental

O descarte de propaganda eleitoral em locais públicos, especialmente próximo a colégios eleitorais, é uma infração recorrente que desafia a fiscalização. Além do prejuízo estético, o acúmulo de papel nas ruas pode causar obstrução de bueiros e galerias pluviais, agravando problemas de drenagem urbana durante períodos de chuva.

A legislação eleitoral brasileira, regulamentada pelo Tribunal Superior Eleitoral, estabelece regras rígidas para a distribuição de material impresso. O derramamento de santinhos na véspera ou no dia da votação é considerado crime eleitoral, configurando propaganda irregular e sujeitando os responsáveis a penalidades administrativas e multas severas.

Desafios para a fiscalização municipal

A limpeza das ruas após o período de votação exige uma mobilização intensa das equipes de manutenção urbana. O trabalho manual, como o registrado na imagem, evidencia a dificuldade de remover grandes volumes de papel espalhados por extensas áreas, o que onera os cofres públicos e desvia recursos que poderiam ser aplicados em outras áreas da cidade.

A revolta manifestada por eleitores reflete uma mudança de postura da sociedade civil, que tem utilizado ferramentas digitais para denunciar abusos. A pressão popular busca inibir a prática, exigindo que candidatos e partidos adotem estratégias de comunicação mais sustentáveis e respeitosas com o espaço público e com a dignidade dos trabalhadores responsáveis pela conservação das cidades.

Fonte: maisgoias.com.br

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