Lula e Flávio Bolsonaro lideram arrecadação de campanha no primeiro turno de 2026

A corrida presidencial de 2026 apresenta uma concentração significativa de recursos financeiros nas campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral indicam que os dois candidatos somam, juntos, 84% de todos os valores arrecadados pelos postulantes ao Palácio do Planalto no primeiro turno.
O petista lidera o levantamento com R$ 87,4 milhões em doações declaradas, enquanto o senador pelo PL contabiliza R$ 62 milhões. O cenário financeiro ocorre sob a vigência de tetos de gastos estabelecidos pela Corte Eleitoral, que fixou o limite de R$ 88.944.030,80 para o primeiro turno, valor que pode ser acrescido em caso de disputa em segundo turno.
Concentração de recursos e financiamento partidário
A maior parte do montante arrecadado por ambos os candidatos provém diretamente das direções nacionais de suas respectivas legendas. No caso de Lula, o PT repassou R$ 85,15 milhões, englobando verbas do Fundo Eleitoral e do Fundo Partidário. A campanha também obteve R$ 422.888,68 por meio de plataformas de financiamento coletivo.
Para a campanha de Flávio Bolsonaro, o PL foi responsável pelo repasse de R$ 55,2 milhões. A estrutura de financiamento das duas candidaturas reflete a dependência dos fundos públicos, embora doações de pessoas físicas desempenhem um papel estratégico na composição dos caixas eleitorais.
Perfil dos doadores e contribuições privadas
Entre os doadores pessoas físicas, destaca-se a figura do empresário Erasmo Carlos Battistella, CEO da Be8. O executivo do setor de biodiesel realizou doações de R$ 500 mil tanto para a campanha de Lula quanto para a de Flávio Bolsonaro, evidenciando uma estratégia de apoio transversal entre os principais nomes da disputa.
Outros nomes de relevância no setor empresarial também compõem a lista de colaboradores. Na campanha de Flávio Bolsonaro, o empresário baiano Luiz da Rocha Salles Filho contribuiu com R$ 1 milhão, enquanto o presidente do Grupo União Química, Fernando de Castro Marques, destinou R$ 500 mil. No campo petista, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, fundador do grupo Prerrogativas, e o empresário Pedro Pereira de Freitas, da American Life Companhia de Seguros, figuram entre os doadores.
Comparativo histórico e limites legais
O volume de recursos movimentado em 2026 mantém a tendência de elevações observada em pleitos anteriores. Em 2022, Lula arrecadou R$ 135,5 milhões considerando os dois turnos, enquanto Jair Bolsonaro, então candidato à reeleição, alcançou R$ 126,1 milhões no mesmo período. A manutenção dos limites de gastos pelo TSE, conforme reportado pelo Poder360, atende a uma demanda histórica das cúpulas partidárias para a organização das campanhas nacionais.