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Desempenho eleitoral de Lula recua em 25 estados no primeiro turno de 2026

O cenário eleitoral brasileiro apresentou uma mudança significativa na comparação entre o primeiro turno de 2022 e o pleito de 2026. O presidente Lula (PT) registrou uma queda no percentual de votos válidos em 25 estados, evidenciando um desafio crescente para a base governista na manutenção de seu eleitorado original. Apenas no Distrito Federal e no Amapá o petista conseguiu ampliar sua votação em relação à disputa de quatro anos atrás.

Análise da retração nos colégios eleitorais

A maior variação negativa ocorreu em Goiás, onde o presidente viu seu percentual cair 8,45 pontos percentuais. O estado, que possui forte influência do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), tornou-se um dos pontos de maior desgaste para a candidatura petista. Outras quedas expressivas foram observadas no Tocantins, com recuo de 6,98 pontos, e em Minas Gerais, onde a perda foi de 4,96 pontos percentuais.

Mesmo no Nordeste, historicamente o principal reduto de apoio ao PT, o desempenho sofreu impacto. No Maranhão, a redução foi de 4,86 pontos, enquanto na Bahia, no Piauí e no Rio Grande do Norte as quedas foram de 3,56, 3,26 e 3,23 pontos, respectivamente. Esses dados, que podem ser consultados no Tribunal Superior Eleitoral, indicam uma reconfiguração do mapa político nacional.

Crescimento restrito e mudanças regionais

O avanço de Lula foi limitado a duas unidades da federação. No Distrito Federal, o presidente alcançou 38,11% dos votos válidos, superando os 36,85% registrados em 2022, um ganho de 1,26 ponto percentual. No Amapá, o crescimento foi mais contido, passando de 45,67% para 45,71%, uma variação positiva de apenas 0,04 ponto.

O contexto das eleições de 2026 também foi marcado por viradas estratégicas, como em Minas Gerais e Tocantins, estados onde o atual presidente havia vencido no primeiro turno de 2022. Nestes locais, a candidatura de Flávio Bolsonaro conseguiu reverter o cenário, alterando o equilíbrio de forças que anteriormente favorecia o petista.

Fonte: cartacapital.com.br

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