Consumo de energia cresce em Goiás e revela mudança no padrão de uso na última década

O consumo de energia elétrica tem apresentado crescimento contínuo nos últimos anos, especialmente nas áreas urbanas, onde a concentração populacional e o uso intensivo de equipamentos elétricos ampliam a demanda por energia ao longo do dia. Em Goiás, o avanço médio foi de aproximadamente 4% nos últimos oito anos, impulsionado principalmente pelas classes residencial, rural, comercial e industrial, que juntas responderam por cerca de 98% do incremento registrado no período.
Esse crescimento está diretamente relacionado ao dinamismo econômico do Estado, com destaque para a expansão das atividades industriais e do agronegócio, além do avanço da urbanização. Fatores climáticos também exercem influência relevante: temperaturas mais elevadas impulsionam o uso de equipamentos de climatização, enquanto a variabilidade das chuvas impacta nas atividades do setor rural, como a irrigação.
No recorte regional, municípios como Goiânia, Anápolis, Aparecida de Goiânia e Rio Verde concentraram aproximadamente 34% de todo o crescimento do consumo de energia no Estado, evidenciando o protagonismo dessas cidades na demanda elétrica. “Esse crescimento exige planejamento constante da rede e investimentos em modernização, para garantir que a expansão do consumo seja acompanhada com qualidade e segurança no fornecimento”, explica o executivo.
Nas cidades, o comportamento de consumo apresenta características específicas, com maior concentração de carga em determinados períodos do dia. Os horários de pico se concentram, principalmente, entre 19h e 23h, quando há uso simultâneo de diversos equipamentos nas residências, como chuveiros elétricos, ar-condicionado, micro-ondas e eletrodomésticos em geral. Entre as principais causas associadas ao consumo elevado estão o dimensionamento inadequado das instalações internas e o uso intensivo de aparelhos de alta potência.
Além disso, o comportamento de consumo varia entre áreas urbanas e rurais. Enquanto nas cidades o crescimento é puxado principalmente pelas classes residencial e comercial, no interior o avanço está concentrado nas classes rural e industrial, refletindo as diferentes dinâmicas econômicas e perfis de uso da energia.
Dentro de casa, alguns sinais podem indicar consumo acima do ideal, como quedas frequentes de energia, disjuntores desarmando constantemente e variações na intensidade da iluminação. Nesses casos, a recomendação é buscar avaliação técnica das instalações elétricas.
Para evitar problemas e contribuir para a estabilidade do fornecimento, a Equatorial orienta os consumidores a adotarem hábitos mais conscientes, como evitar o uso simultâneo de equipamentos de alto consumo, especialmente nos horários de pico, e priorizar aparelhos mais eficientes.