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Bombardeios em aeroportos da Arábia Saudita e do Iêmen deixam mortos e feridos em conflito

Ataques a terminais aéreos e vítimas civis

Uma nova onda de violência atingiu aeroportos na Arábia Saudita e no Iêmen neste domingo (11.out.2026). Em Riad, a capital saudita, um projétil atingiu o Aeroporto Internacional Rei Khalid, resultando na morte de uma pessoa e deixando outras 11 feridas, conforme dados reportados pelo jornal The New York Times.

Simultaneamente, o grupo rebelde houthi, que possui apoio do Irã, assumiu a autoria de uma ofensiva contra o Aeroporto Internacional Rei Fahd, localizado em Dammam, na região leste do território saudita. No lado iemenita, meios de comunicação vinculados à milícia relataram bombardeios realizados por forças sauditas contra o aeroporto de Sanaa, a capital do país.

Impacto humanitário e balanço de baixas

A situação humanitária agravou-se com relatos de ataques a áreas civis. O Ministério da Saúde, sob controle houthi, confirmou o falecimento de uma criança após um bombardeio saudita atingir um edifício residencial em Sanaa. Segundo o porta-voz da pasta, Anees al-Asbahi, as operações militares sauditas contabilizam 91 mortes desde o dia 3 de setembro, com a maioria das vítimas composta por mulheres e crianças.

Este cenário de tensão ocorre apenas um dia após uma ofensiva houthi contra o terminal de passageiros do aeroporto de Riad. Na ocasião, autoridades sauditas registraram 12 mortes e centenas de feridos. A Embaixada da Índia confirmou que um cidadão indiano, que havia sido atingido durante o incidente, não resistiu aos ferimentos e faleceu no domingo.

Contexto da intensificação do conflito

A instabilidade na região registrou um aumento significativo desde setembro, período em que os houthis conquistaram territórios na costa do Mar Vermelho, que anteriormente estavam sob controle do governo iemenita. O governo do Iêmen conta com o suporte direto da Arábia Saudita para tentar retomar essas áreas.

Em resposta à movimentação dos rebeldes, forças governistas iniciaram uma contraofensiva na última semana. A operação conta com o suporte estratégico de aeronaves sauditas, o que tem ampliado a escala dos combates e a complexidade da crise diplomática e militar na península arábica.

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