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Cármen Lúcia defende a democracia como pilar essencial da liberdade

A ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, reforçou nesta terça-feira (13.out.2026) o papel fundamental do regime democrático na preservação das liberdades individuais. A magistrada esteve em Cuiabá para realizar a abertura da Semana do Conhecimento, evento organizado pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

Durante sua palestra, intitulada “Ciência e Democracia: caminhos para a equidade”, a ministra destacou que a estrutura social democrática é a única capaz de assegurar os maiores espaços de liberdade. O evento reuniu estudantes e acadêmicos para debater a interseção entre o conhecimento científico e a estabilidade das instituições brasileiras.

A indissociabilidade entre democracia e imprensa

Cármen Lúcia enfatizou que o sistema democrático é intrinsecamente ligado ao exercício pleno da liberdade de expressão e da imprensa. Segundo a magistrada, a existência de uma democracia sólida é impossível sem a garantia desses direitos fundamentais.

A ministra ressaltou que os profissionais de comunicação desempenham uma função social indispensável. Para ela, o trabalho jornalístico é um dos pilares para a efetividade dos direitos individuais e para a manutenção da transparência necessária ao regime democrático no país.

Trajetória profissional e defesa dos direitos

Ao relembrar sua trajetória antes de ingressar na magistratura, Cármen Lúcia mencionou sua experiência como advogada de jornalistas e de sindicatos da categoria. A ministra afirmou que a imprensa tem sido uma fonte permanente de lutas e que compreende as dificuldades enfrentadas pelos profissionais no exercício de suas atividades.

Durante a solenidade na UFMT, a ministra foi homenageada com a Láurea Ordem Universitária do Brasão. Ela foi a primeira pessoa a receber a honraria, que reconhece sua atuação na defesa dos direitos das mulheres e na promoção da igualdade de oportunidades.

O papel transformador dos estudantes

Em um momento de diálogo direto com o público universitário, a ministra destacou o potencial de mudança que reside na juventude acadêmica. Ela afirmou que os estudantes possuem uma capacidade singular de transformação, por deterem tanto o presente quanto o futuro da sociedade.

A palestra encerrou a participação da ministra no evento, reforçando o compromisso da magistrada com o debate público e a valorização das instituições de ensino superior como centros de resistência e construção democrática.

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