Bancada do agro mantém força no Congresso com reeleição de metade de seus membros
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), reconhecida como a maior bancada do Congresso Nacional, consolidou sua presença legislativa ao garantir a reeleição de 50% de seus integrantes nas eleições de 2026. Segundo levantamento realizado pelo Poder360, dos 345 congressistas vinculados à frente, 173 asseguraram novos mandatos na Câmara dos Deputados ou no Senado Federal a partir de 2027.
O cenário de renovação aponta para a manutenção de uma base articulada em torno dos interesses do setor ruralista. Conforme dados atualizados em 27 de julho, a FPA contava com 297 deputados federais, dos quais 150 foram reconduzidos aos seus cargos no pleito realizado em 4 de outubro de 2026. Adicionalmente, 17 parlamentares que atuavam na Câmara foram eleitos para o Senado, reforçando a representatividade do grupo na Casa Alta.
Desempenho eleitoral e renovação da bancada do agro
A lista de parlamentares que garantiram continuidade inclui figuras de destaque na política nacional, como Arthur Lira, Bia Kicis, Evair de Melo, Gustavo Gayer, André Fufuca, Carlos Jordy, Marcel van Hattem, Carol de Toni e Guilherme Derrite. Entre os líderes da frente, nomes como Pedro Lupion, atual presidente da FPA, Alceu Moreira e Zé Vitor — este último cotado para assumir a presidência da bancada no próximo ano — também renovaram seus mandatos.
Ao analisar especificamente a Câmara dos Deputados, a taxa de reeleição entre os membros da FPA atingiu 56%. No Senado, seis dos 48 integrantes atuais conseguiram a reeleição, incluindo Marcio Bittar, Plínio Valério, Carlos Portinho, Alessandro Vieira, Rogério Carvalho e Eduardo Gomes. O senador Izalci Lucas, por sua vez, retornará à Câmara dos Deputados na próxima legislatura.
Impactos das eleições estaduais e mudanças no Executivo
A composição da bancada sofrerá alterações decorrentes das eleições para governos estaduais. O senador Cleitinho foi eleito governador de Minas Gerais, enquanto Sérgio Moro conquistou o governo do Paraná. Além disso, a FPA monitora o segundo turno da disputa pelo governo do Acre, que envolve o senador Alan Rick.
O grupo também projeta possíveis baixas caso lideranças da oposição, como o senador Rogério Marinho e a atual vice-presidente da FPA, Tereza Cristina, sejam convidadas a assumir cargos no Poder Executivo em um eventual governo de Flávio Bolsonaro. Essas movimentações fazem parte da dinâmica de articulação política que define a influência da bancada no cenário nacional.
Baixas significativas e atuação da frente parlamentar
Nem todos os nomes tradicionais do setor ruralista estarão presentes no próximo ciclo legislativo. O senador Luis Carlos Heinze, uma das principais vozes do agronegócio, não disputou a reeleição. O mesmo ocorreu com os deputados Arnaldo Jardim, atual vice-presidente da FPA na Câmara, e Luiz Carlos Hauly, que optaram por encerrar suas trajetórias no Congresso ao final deste ano.
A FPA atua como uma associação suprapartidária focada na defesa dos interesses do agronegócio brasileiro. O grupo desempenha um papel central na proposição de leis, na articulação de votos em comissões estratégicas e na defesa de pautas fiscais, trabalhistas e de propriedade rural, mantendo-se como um dos blocos mais influentes na tomada de decisões do Poder Legislativo.
Fonte: poder360.com.br